Falando de Dinheiro; O playstation embaixo da TV

Falando de Dinheiro; O playstation embaixo da TV

Um dos meus sonhos quando criança/adolescente era ter um notebook. Não sei bem o motivo, mas eu achava demais a possibilidade de ter um computador pra levar pra qualquer lugar. Não me lembro exatamente a época, mas talvez tenha sido ali entre 10 e 13 anos.

Por qual motivo um pré-adolescente iria querer um notebook? Não precisamos de perguntas difíceis agora. Possivelmente só a mente idosa se manifestando desde cedo.

O fato era que eu queria ter. Não tinha como. Meus pais não tinham condição de comprar. Passei algum tempo alimentando esse desejo sem saber como realizar. Até que um dia vi debaixo da televisão de meu quarto um videogame. Era um PlayStation quase que branco de tanta poeira.

Pensei e decidi. Vou vender e compro o notebook.

Tirei as teias de aranha, juntei os cabos, embalei e parti em busca de um comprador. Lembro de meus pais perguntarem se era isso mesmo que eu queria. Disse que sim, eles me deixaram seguir em frente.

Peguei o jornal de domingo, abri os classificados, no que seria o embrião dos sites de venda, e procurei por quem comprava e vendia videogames. Achei, liguei (sim, gente, telefone antigamente servia pra ligar), negociei e vendi.

Tenho ainda bem nítida a imagem do dia da venda. O comprador foi lá em casa. Sentamos na mesa da sala. Meu pai, o comprador e eu. Ele pagou, conferimos o valor e entregamos o pacote com o PlayStation.

Estaria mentindo se falasse que lembro exatamente quanto foi. Mas tenho aquela memória que a gente guarda de alguns momentos da infância, aquela que mistura realidade com o que dizemos que aconteceu, mesmo sem ter certeza. E, nessa memória, a venda foi por R$ 100 (tenho quase certeza de que não foi isso).

O fato é que o que recebi estava longe de ser o necessário para comprar o notebook. Mas era meu começo.

E ficou só no começo. O dinheiro ficou guardado, foi usado, e o notebook só veio muitos anos depois, com meu próprio dinheiro, quando já estava trabalhando.

O sonho ficou ali. E a lição também.

Todo mundo tem uma história assim com o dinheiro — uma decisão tomada na empolgação, um plano que não saiu como esperado, um aprendizado que veio depois. É sobre isso que quero conversar na quinta-feira, dia 21, às 20h, numa edição especial do Falando de Dinheiro ao vivo, dentro da Semana Nacional de Educação Financeira. Quem participar pergunta, do lado de cá eu respondo. E assim vamos compartilhando nossas histórias e aprendendo com elas.

Possivelmente, se eu tivesse conversado mais a fundo com alguém lá atrás, a busca pelo notebook seria feita de outra forma. Poderia até ter vendido o videogame que nem usava direito, mas entenderia que ia precisar de muito mais.

Mas é isso, a gente acaba errando e acertando sozinho, sem compartilhar. A verdade é que todo mundo tem uma história com o dinheiro. Qual a sua?

Te espero na quinta-feira para compartilharmos juntos

Quero participar do Falando de Dinheiro edição Semana Enef

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