Atividade física contribui para reduzir riscos de demências e preservar a capacidade funcional
Durante o Setembro Lilás, especialistas destacam que manter o corpo ativo contribui para o envelhecimento saudável e pode integrar os cuidados de pessoas com Alzheimer

Manter uma rotina de atividade física pode trazer benefícios que vão além da saúde do corpo. Durante o Setembro Lilás, período dedicado à conscientização sobre a doença de Alzheimer e outras demências, especialistas chamam atenção para a importância do movimento na preservação da capacidade funcional e na redução de fatores associados ao declínio cognitivo.
A prática regular de exercícios está relacionada a benefícios cardiovasculares, controle da pressão arterial e manutenção da independência ao longo do envelhecimento.
“A atividade física contribui para a saúde cardiovascular, ajuda no controle da pressão arterial, melhora a capacidade funcional e favorece a manutenção da autonomia. Todos esses aspectos são importantes quando pensamos em envelhecimento saudável e em estratégias que podem ajudar a preservar a saúde do cérebro”, explica Everton Raeda, profissional de educação física e gestor técnico da Rede Alpha Fitness.
Demência atinge milhões de pessoas no mundo
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, enquanto quase 10 milhões de novos casos são registrados anualmente. A doença de Alzheimer é a forma mais comum e responde por aproximadamente 60% a 70% dos casos.
Apesar de a idade ser o principal fator de risco, a demência não é considerada uma consequência inevitável do envelhecimento. Fatores relacionados ao estilo de vida, entre eles a inatividade física, também podem influenciar o risco.
As orientações da OMS para prevenção do declínio cognitivo e da demência incluem a prática de atividade física entre as medidas recomendadas para redução de riscos ao longo da vida. Outros cuidados envolvem hábitos saudáveis e o controle de condições como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.
Exercícios também podem ajudar pessoas com Alzheimer
Para quem já recebeu diagnóstico de Alzheimer ou outro tipo de demência, a atividade física também pode integrar a rotina de cuidados. Entre os possíveis benefícios estão a preservação da capacidade funcional e a melhora da qualidade de vida.
A prática, no entanto, deve ser adaptada às condições e necessidades de cada pessoa. Caminhadas, exercícios de força e equilíbrio, dança e outras atividades podem ser incorporadas à rotina após avaliação individual. Em casos de dificuldade de mobilidade ou presença de outras condições de saúde, o acompanhamento profissional ganha ainda mais importância.
“Não existe um treino único para pessoas com demência. O exercício precisa considerar o estágio da doença, a mobilidade, o condicionamento físico e as características de cada pessoa. O objetivo não é apenas trabalhar força ou resistência, mas ajudar a preservar movimentos, autonomia e participação nas atividades do dia a dia”, destaca o gestor técnico da Rede Alpha Fitness.
Quanto exercício é recomendado?
De maneira geral, a OMS recomenda que adultos realizem entre 150 e 300 minutos por semana de atividade física aeróbica moderada, além de exercícios para fortalecimento muscular.
Quem não consegue atingir esse volume deve procurar permanecer ativo dentro das próprias possibilidades e aumentar gradualmente a prática, respeitando as condições individuais.
“Quando falamos em prevenção, não estamos falando de uma garantia de que a pessoa não desenvolverá Alzheimer. A atividade física é uma das peças de um conjunto de hábitos que contribuem para um envelhecimento mais saudável. Nos casos em que já existe um diagnóstico, o movimento pode ajudar a preservar capacidades e proporcionar mais autonomia e qualidade de vida”, conclui Raeda.



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