“Vou votar em Neto, mas Jerônimo não deixa de ser um amigo”, diz Carlos Muniz
Presidente da Câmara de Salvador confirmou apoio ao candidato do União Brasil e explicou a posição sobre a votação de projetos na Casa

O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Carlos Muniz (PSDB), confirmou nesta quarta-feira (12) o apoio à pré-candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia. A declaração ocorreu durante a sessão ordinária da Casa.
Muniz apoiou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2022, mas afirmou que a mudança de posicionamento eleitoral não altera a relação pessoal que mantém com o chefe do Executivo estadual.
“Eu declarei apoio a Neto. Vou votar em Neto e vou pedir voto para ACM Neto. Agora, Jerônimo não deixa de ser uma pessoa do bem, não deixa de ser um amigo. Eu não vou jamais, porque não vou votar no governador, estar fazendo campanha contra ele, denegrir a imagem dele ou falar alguma coisa ruim dele”, afirmou.
O presidente da Câmara reforçou que a mudança ocorre apenas no campo eleitoral.
“Você pode ter certeza de que Jerônimo continua sendo o que foi em 2022 para mim. Então, em relação à pessoa, não muda nada. A minha relação que mudou foi o voto”, enfatizou.
Pauta de votações
Carlos Muniz também comentou as reclamações de vereadores sobre o adiamento da votação de projetos que tramitam na Câmara. Segundo ele, a definição da Ordem do Dia depende da posição da maioria dos líderes partidários.
“Na realidade, depende das lideranças. Se a maioria dos líderes achar que o projeto deve ser votado, nós votaremos. Se a maioria achar que os projetos não devem ser votados, nós não votaremos, como foi feito hoje”, explicou.
Muniz afirmou que não cabe à Presidência colocar uma matéria em votação contra a posição da maioria dos líderes.
“Eu não posso impor, tendo a maioria achado que não deve votar, colocar o projeto em pauta. Aí eu estaria indo de encontro à maioria que existe na Câmara, então jamais irei fazer isso”, declarou.
Projetos ainda em análise
Sobre propostas que estavam previstas para votação, entre elas o projeto relacionado ao modelo Kiss and Fly no Aeroporto de Salvador, o presidente afirmou que parte das matérias ainda precisa ser analisada pelas comissões permanentes.
“Mais uma vez, os líderes acharam que o projeto deveria ser mais estudado. Tem projetos que foram apresentados no momento e que não tinham passado pelas comissões que teriam que passar — só tinham passado pela Comissão de Constituição e Justiça. Então, mais uma vez, eles querem estudar esses projetos para saber se realmente tem alguma coisa que venha a obstar ou não a votação. É uma deliberação dos líderes”, pontuou.
Orientação à oposição
Questionado sobre os protestos do líder da oposição, vereador Randerson Leal (Podemos), Muniz afirmou que a inclusão de um projeto na pauta não significa que haverá maioria para sua aprovação.
“Na realidade, não tinha maioria ainda suficiente para que esses projetos fossem votados. Eu sempre disse que o projeto tem que ser votado por acordo. O projeto dele pode ir para o plenário e ser rejeitado”, ponderou.
O presidente da Câmara defendeu que os vereadores busquem diálogo com as bancadas antes da votação para ampliar as possibilidades de aprovação das propostas.
“O que é que eu peço a ele? Que ele, antes, converse com os vereadores para que não haja isso. Isso é ruim tanto para mim quanto para o vereador, que vai ter o projeto rejeitado pela própria Casa. Então, é estudar um pouquinho, conversar antes com os vereadores para que o projeto dele não seja rejeitado e ele, no final, saia prejudicado com um projeto que ele tanto espera ser votado e aprovado”, concluiu.



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