Randerson Leal cobra votação de projetos e questiona mudança na pauta da Câmara de Salvador
"Será que as forças ocultas voltaram a pairar na Câmara Municipal?", questionou o edil

O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Randerson Leal (Podemos), questionou nesta quarta-feira (12), a alteração da Ordem do Dia e a retirada de projetos de lei de autoria dos parlamentares da pauta de votação.
Segundo o vereador, as matérias haviam sido incluídas na pauta após um acordo firmado no Colégio de Líderes, realizado na segunda-feira (10).
“Nós registramos aqui, de forma lamentável, o ocorrido nessa tarde na Câmara Municipal. Nós sentamos, nos reunimos na última segunda-feira no plenário da Casa, numa reunião do Colégio de Líderes, e foi definido que hoje, quarta-feira, dia 12, iríamos apreciar e votar os projetos de lei dos vereadores”, afirmou Randerson.
O parlamentar disse ainda que a ata publicada na terça-feira apresentava os projetos acordados, mas posteriormente foi substituída por uma pauta com moções e requerimentos.
“Sem nenhum tipo de justificativa, a bancada de oposição não foi comunicada do motivo pelo qual foram retirados os projetos de lei. A gente combina algo e, de repente, eles fazem de uma maneira ou de outra”, declarou.
Ao comentar a mudança, Randerson fez referência a uma expressão usada pelo ex-presidente da Câmara Geraldo Júnior e questionou a condução das votações.
“De repente, a gente vai ter que parafrasear o ex-presidente desta Casa, o vereador Geraldo Júnior, que dizia que as ‘forças ocultas’ trabalhavam nesta Câmara. E aí eu pergunto: será que as forças ocultas voltaram a pairar na Câmara Municipal?”, disse.
“Kiss and fly” e hospitais
Randerson Leal também cobrou a votação de propostas relacionadas à mobilidade urbana e ao acesso da população a serviços de saúde.
Entre elas está o projeto Kiss and Fly, que prevê uma área de embarque e desembarque livre no Aeroporto de Salvador, além de uma proposta de sua autoria que trata da retirada de guaritas e cobranças em áreas de emergência e urgência de hospitais.
“Se o Poder Executivo não quer sancionar o projeto, o problema é dele, mas a Câmara tem que fazer o seu papel. O projeto já está apto, já passou pelas comissões para ser votado em plenário. Nós precisamos votar esse projeto”, defendeu.
O vereador também criticou a existência de estruturas de controle de acesso em áreas destinadas ao atendimento de emergência.
“Quem vai ao hospital não vai passear: vai socorrer um amigo, um parente, um vizinho. Temos que acabar com essa questão de guaritas e pagamento de estacionamento”, concluiu Randerson Leal.



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