TST julga nesta segunda-feira greve dos trabalhadores dos Correios
O principal ponto de divergência nas negociações é a mudança no plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta segunda-feira (21) o dissídio coletivo da greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada no último dia 10 após a categoria rejeitar a proposta da empresa para o acordo coletivo. O principal ponto de divergência nas negociações é a mudança no plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.
A estatal acionou a Justiça após o início da paralisação e pediu que o movimento fosse declarado abusivo, além da retomada integral das atividades. O julgamento deve definir a legalidade da greve e os termos das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Funcionamento durante a greve
Enquanto o caso não é decidido, uma liminar do próprio TST determina que 80% do efetivo dos Correios seja mantido em funcionamento em todas as unidades. A medida abrange os setores de atendimento, transporte e distribuição.
Apesar da determinação, consumidores e empresas relatam atrasos na entrega de encomendas e falhas no rastreamento de pedidos.
Entenda a disputa
A greve foi deflagrada após o fracasso das negociações entre a direção dos Correios e os sindicatos. A categoria rejeitou a proposta da empresa, que previa alterações no modelo de custeio do plano de saúde.
Segundo os trabalhadores, a mudança pode aumentar os descontos nos salários, uma vez que os Correios deixariam de assumir integralmente os riscos do benefício.
A empresa, por sua vez, afirma que manteve a maior parte das cláusulas do acordo anterior, incluindo o reajuste salarial com base na inflação. Os Correios defendem que as alterações no plano de saúde são necessárias diante da situação financeira da estatal, que registrou prejuízo bilionário e busca novas fontes de financiamento, incluindo empréstimos com garantia da União.



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