Tomate fica quase 16% mais barato; veja quais frutas e hortaliças tiveram queda nos preços
De acordo com a Conab, a redução é resultado do aumento da oferta

Os preços do tomate caíram na maior parte das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em junho, segundo o 7º Boletim Hortigranjeiro, divulgado nesta quarta-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na média ponderada, o produto ficou 15,85% mais barato e passou a ser comercializado por R$ 5,59 o quilo.
De acordo com a Conab, a redução é resultado do aumento da oferta, impulsionado pela safra de inverno. Apesar das temperaturas mais baixas retardarem a maturação, houve maior disponibilidade do produto nas Ceasas. A maior queda foi registrada em Recife (PE), onde o preço médio recuou 61,32%.
Tomate lidera queda entre as hortaliças
Além do tomate, a batata apresentou redução de preços em seis das 11 Ceasas pesquisadas, embora tenha encerrado o mês com alta média de 1,81%, influenciada por reajustes em outras regiões. O aumento da oferta nos principais estados produtores ajudou a conter as cotações em parte dos mercados.
A cenoura teve comportamento estável, com variação positiva de apenas 0,83%. Segundo a Conab, a normalização das condições climáticas favoreceu o desenvolvimento das lavouras e ampliou a oferta.
Na contramão, a cebola acumulou alta média de 8,46% em junho. O avanço foi atribuído ao fim da safra da Região Sul e ao aumento da participação de Minas Gerais e São Paulo no abastecimento nacional.
A alface também ficou mais cara. Os preços subiram, em média, 11,99%, reflexo da menor oferta provocada pelas baixas temperaturas, que retardam o crescimento da hortaliça.
Melancia, laranja e maçã registram recuo
Entre as frutas, a melancia apresentou a maior redução de preços no mês, com queda média de 24,02%. O resultado é explicado pela menor procura durante o inverno, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
A laranja ficou 13,2% mais barata em junho, influenciada pela redução da demanda internacional e pela estabilidade dos estoques de suco.
Já a maçã teve queda média de 2,81%, impulsionada pelo aumento da oferta da variedade fuji, produzida principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
O mamão também apresentou leve redução, de 1,56% na média nacional, apesar de registrar alta em parte das Ceasas pesquisadas.
Banana foi a única fruta a subir
A banana foi a única fruta pesquisada pela Conab que registrou aumento na média nacional. O preço subiu 2,1% em junho, reflexo da diminuição da oferta causada pelas baixas temperaturas nos principais estados produtores. Em Minas Gerais, principal fornecedor da fruta, a oferta recuou 11%.
Exportações de frutas crescem 13%
O boletim também aponta crescimento nas exportações brasileiras de frutas. Entre janeiro e junho de 2026, o país embarcou 632,85 mil toneladas, volume 13% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O faturamento alcançou US$ 775 milhões, alta de 19,2% na comparação anual. Os maiores avanços foram registrados nas exportações de maçã (225%), abacate (93%) e manga (38%).



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