Rui Costa critica gestão de Salvador por falta de merenda em creches e ironiza oposição

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa, criticou a prefeitura de Salvador na manhã desta terça-feira (12), durante a inauguração de uma creche em Ipecaetá. Rui lamentou os protestos de mães e educadores na Praça Municipal e criticou o desabastecimento de alimentos em unidades comunitárias da capital, classificando a situação como um descaso histórico com a educação infantil.
“Um grupo político que administra a prefeitura há 16 anos não construiu creches, não constrói e nem coloca alimentação escolar dentro das creches comunitárias. A prefeitura gasta bilhões fazendo festas, contratando artistas caríssimos, mas falta dinheiro para dar às crianças o que comer”, afirmou o ex-governador. Para ele, a gestão soteropolitana inverte prioridades ao investir em grandes eventos enquanto negligencia a assistência básica.
Ao comentar ataques recentes do ex-prefeito ACM Neto ao grupo governista, Rui ironizou a postura do adversário e ofereceu auxílio técnico gratuito. “Hoje, ao invés de estar viajando para São Paulo, se ele me procurar, eu os ajudo e não cobro nada. Minha consultoria não vai custar nada. Nem R$ 5 milhões de contrato vai custar”, alfinetou, em referência a contratos de consultoria da administração municipal.
O ex-ministro defendeu que a população deve comparar resultados para “separar o joio do trigo” na política. “Gravar vídeo prometendo é fácil, difícil é fazer. Eu teria vergonha de ficar gravando vídeo se, na minha cidade, onde administro há 16 anos, eu não consigo botar comida para criança em creche”, disparou, reforçando que Salvador apresenta índices críticos em atenção básica de saúde e oferta de vagas na educação infantil.
A creche inaugurada em Ipecaetá, orçada em R$ 6,4 milhões, foi viabilizada com recursos do FNDE após ser retomada pelo governo Lula. O evento contou com a participação da presidente do órgão, Fernanda Pacobahyba, e do prefeito Junior Piaggio, servindo de palco para Rui Costa destacar a diferença entre o modelo de investimento federal e a atual gestão da capital baiana.



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