Mendonça rebate acusações de Moraes e pede arquivamento de processo no STF
O ministro também solicitou a abertura de uma investigação sobre a origem, autoria e demais circunstâncias relacionadas aos relatórios de inteligência elaborados pela Polícia Federal

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, rebateu nesta segunda-feira (21) as acusações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes sobre sua atuação nas investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na manifestação, encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, Mendonça pediu o arquivamento do procedimento.
O ministro também solicitou a abertura de uma investigação sobre a origem, autoria e demais circunstâncias relacionadas aos relatórios de inteligência elaborados pela Polícia Federal que apontaram possíveis irregularidades em sua atuação.
Mendonça pediu ainda que seja proibida a elaboração de novos relatórios com o mesmo objeto ou abordagem, sob o argumento de que seriam inconstitucionais e ilícitos.
Entenda o caso
O procedimento contra Mendonça foi aberto após Moraes encaminhar à presidência do STF relatórios de inteligência da Polícia Federal com apontamentos sobre a atuação do ministro na condução das investigações.
Antes de Mendonça se manifestar, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) fosse ouvida. Em seguida, deu prazo de cinco dias úteis para que o ministro apresentasse sua manifestação sobre a forma, o conteúdo e a regularidade do procedimento.
Com a resposta, o caso retorna à presidência do STF. Fachin deverá definir os próximos passos.
A tramitação ocorre enquanto o plenário do Supremo ainda discute se os procedimentos envolvendo Mendonça e Moraes devem ser analisados separadamente ou de forma conjunta.
Julgamento no plenário do STF
Na última terça-feira (15), o STF iniciou a análise de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes sobre o tema. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino, com placar parcial de 4 votos a 3 pela manutenção dos processos separados.
Votaram pela separação Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Pela análise conjunta, votaram Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes.



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