Mais de 1,2 mil candidaturas são indeferidas pela Justiça Eleitoral em 2026
Na Bahia, percentual de candidaturas barradas é de 2,6%

Mais de 1,2 mil candidaturas foram indeferidas pela Justiça Eleitoral nas eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do total, 888 ainda estão dentro do prazo para recurso, enquanto 326 foram indeferidas definitivamente.
A maior parte dos registros barrados é de candidaturas a cargos proporcionais, são 561 candidatos a deputado estadual, 494 a deputado federal e 73 suplentes de senador.
Também foram indeferidas 31 candidaturas ao Senado, 24 ao governo estadual, 19 à vice-governadoria, nove a deputado distrital e uma à Presidência da República.
Não há, até o momento, candidaturas indeferidas para a Vice-Presidência da República, embora ainda exista um registro pendente de julgamento.
O TSE informou que, até a noite de terça-feira (15), havia analisado 20.982 dos pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026, o equivalente a 99,02% do total. Outros 205 processos ainda estavam pendentes de julgamento.
Casos ainda podem ser revertidos
Dos 1,2 mil registros indeferidos apontados no levantamento, cerca de 73% ainda estão em fase de recurso. Isso significa que parte dos candidatos atingidos pelas decisões ainda pode ter a situação alterada pela Justiça Eleitoral.
DC lidera número de candidaturas indeferidas
Entre os partidos, o maior número absoluto de candidaturas indeferidas está no Democracia Cristã (DC), com 185 casos. Em seguida aparecem Democrata, com 154; Agir, com 144; e Mobiliza, com 134.
Somadas, as quatro legendas concentram 617 registros indeferidos, pouco mais da metade dos casos identificados no levantamento.
Também aparecem entre os partidos com maior número de registros barrados o PCO, com 70 casos; o Avante, com 64; o PSOL, com 45; e o PSDB, com 42. No caso do PCO, 69 dos 70 registros ainda estão em fase de recurso.
Bahia tem 2,6% das candidaturas indeferidas
Na Bahia, 2,6% das candidaturas foram indeferidas, segundo o levantamento. O percentual varia entre os estados e o Distrito Federal.
O Piauí apresenta a maior proporção de registros barrados, com 20,9%. Em seguida aparecem São Paulo, com 12,9%; Sergipe, com 9,2%; Rio de Janeiro, com 7,8%; e Pernambuco, com 7,2%.
Na outra ponta, os menores percentuais foram registrados em Mato Grosso do Sul (1,4%), Ceará (1,8%), Espírito Santo (2%), Rondônia (2%) e Santa Catarina (2,3%).



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