“Lula cometeu o pecado original”, diz Otto sobre escolha de Messias para o STF
Senador afirmou que maioria do Senado defendia Rodrigo Pacheco para a vaga antes da indicação de Jorge Messias

O senador Otto Alencar (PSD) afirmou nesta quinta-feira (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu o que chamou de “pecado original” ao não indicar Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista a Rádio Baiana FM, Otto disse que havia, entre os senadores, uma preferência pelo nome do então colega de Parlamento para ocupar a cadeira na Suprema Corte.
A vaga acabou sendo destinada por Lula ao então chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que posteriormente teve o nome rejeitado pelo Senado.
Otto defendia Pacheco para a vaga
Segundo Otto, Lula tinha condições de escolher Pacheco para o STF, já que, na avaliação dele, o ex-presidente do Senado contava com apoio da maioria dos parlamentares.
“Na época que eu fui consultado eu disse que ele seria o nome, Pacheco é um constitucionalista, ele conhece perfeitamente qualquer legislação que você colocar para ele. É um jurista de altíssima qualidade, seria um ótimo ministro, como seria também o Jorge Messias”, afirmou.
O senador disse ainda que havia uma mobilização entre os parlamentares em torno da indicação de Pacheco.
“Só que nós tínhamos no Senado o queremismo, todo mundo queria o Pacheco”, acrescentou.
Messias foi rejeitado pelo Senado
Otto afirmou que chegou a apoiar Jorge Messias durante a análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas disse que não houve votos suficientes para garantir a aprovação do indicado no plenário.
“Eu lutei pelo Jorge, aprovei na CCJ mas no plenário nós não tivemos força”, declarou.
O senador também afirmou não saber se Messias poderá ser indicado novamente para uma vaga no STF.
Ao retomar a avaliação sobre a escolha de Lula, Otto voltou a mencionar o apoio que Pacheco teria recebido no Senado.
“Na época que o Senado todo queria o Pacheco, na minha opinião o presidente Lula cometeu o pecado original, de não indicar aquele que o colegiado como um todo queria”, afirmou.



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