Jerônimo Rodrigues critica Congresso por rejeição de Messias e derrubada de vetos
Para governador, ações do Senado e da Câmara Federal têm demonstrado distanciamento das prioridades populares

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), subiu o tom contra a atuação do Congresso Nacional nesta quinta-feira (7), durante agenda em Lauro de Freitas. O gestor baiano manifestou forte descontentamento com as recentes derrotas do governo federal no Legislativo, citando especificamente a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial à proposta de dosimetria de penas.
Para Jerônimo, as ações do Senado e da Câmara Federal têm demonstrado um distanciamento das prioridades populares e um desrespeito aos ritos institucionais. “O Congresso Federal não tem dado bons exemplos de fortalecimento daquela instituição. Não é a primeira vez que isso acontece; tem sido repetidas vezes, seja com o sigilo das emendas ou o desrespeito com a indicação do presidente Lula”, afirmou o governador.
Críticas à rejeição de Jorge Messias
Um dos pontos de maior indignação do governador foi a barração do nome de Jorge Messias pelo Plenário do Senado, ocorrida no último dia 29 de abril. Jerônimo classificou o episódio como uma “manipulação de interesses”, destacando que o indicado havia sido aprovado tecnicamente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“O Messias foi aprovado na bancada técnica e depois, dentro do ambiente [do Plenário], teve meio que uma manipulação em favor de alguns interesses. Quando uma casa vai de encontro a uma indicação por interesses outros, como é isso? Passou por cima da Comissão de Justiça”, questionou o gestor, ressaltando que o povo não elegeu representantes para desrespeitar a Constituição.
Dosimetria e transparência
O governador também lamentou a derrubada do veto à lei da dosimetria, que altera regras de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro e outros crimes. Segundo ele, o Congresso precisa alinhar sua pauta ao desejo de transparência da sociedade, criticando as chamadas “emendas secretas”.
“O Congresso tem que entender que cada deputado e governador representa a vontade do povo. Eu tenho certeza de que o povo brasileiro não elegeu ninguém para ter emenda secreta. O povo quer transparência”, disparou Jerônimo.
O governador fez um apelo para que as câmaras municipais não sigam o exemplo de Brasília e busquem manter a autonomia e a ética legislativa. Ele contrastou o cenário nacional com o clima de sua agenda em Lauro de Freitas, onde destacou a presença de ministros, ex-ministros e parlamentares em um esforço de união política.
“Espero que o Senado e a Câmara possam dar bons exemplos para a política brasileira. É isso que tenho me esforçado para fazer aqui como governador”, concluiu.



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