Governo prepara licitação para Fonte Nova e descarta contrato direto com Grupo City

A escolha do próximo administrador será feita por meio de licitação, prevista para 2027

Esporte Salvador
Governo prepara licitação para Fonte Nova e descarta contrato direto com Grupo City
Foto: San Junior (@sanfjunior)

Com a atual concessão da Arena Fonte Nova próxima do fim, o Governo do Estado já iniciou os estudos para definir o futuro da gestão do estádio a partir de 2028. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21), durante a entrega de ônibus escolares no Farol da Barra, em Salvador, o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos, afirmou que a escolha do próximo administrador será feita por meio de licitação, prevista para 2027, e descartou a possibilidade de um contrato direto com o Grupo City, responsável pela gestão do Esporte Clube Bahia.

Segundo o secretário, o governo está em processo de contratação da BahiaInveste para elaborar estudos técnicos sobre a estrutura e o funcionamento da arena. A análise deverá considerar aspectos como manutenção, infraestrutura, logística, estacionamento, contratos com fornecedores, naming rights e calendário de eventos.

Licitação deve ocorrer em 2027

De acordo com Augusto Vasconcelos, o objetivo é definir um modelo de gestão que considere tanto os aspectos econômicos quanto as diferentes possibilidades de utilização do equipamento, que recebe partidas de futebol, competições de outras modalidades, congressos, seminários e eventos musicais.

“Assim que tivermos concluído todos os estudos, a gente vai apresentar um modelo para que possa ser licitado e encontrarmos um parceiro adequado para manter a gestão da Arena Fonte Nova”, afirmou.

O secretário também explicou que o governo trabalha com a previsão de publicar o edital em 2027, de modo que a escolha do novo gestor ocorra dentro do prazo para o encerramento do contrato atual.

A concessão é administrada pela Fonte Nova Negócios e Participações S.A. (FNP), por meio de uma parceria público-privada (PPP) com o Estado. O contrato tem vigência até 31 de março de 2028, quando a gestão atual deverá chegar ao fim.

Grupo City tem interesse na gestão da arena

O Grupo City, conglomerado que controla a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Bahia, já manifestou interesse em participar da gestão da Arena Fonte Nova após o fim da concessão vigente. O tema já foi discutido em reuniões com representantes do governo estadual, mas ainda não há definição sobre quem ficará responsável pelo equipamento.

Augusto Vasconcelos afirmou que o governo vê com bons olhos o interesse de possíveis parceiros, mas reforçou que qualquer escolha deverá respeitar os procedimentos legais.

“A gente vê com bons olhos todos os parceiros que queiram se associar com a gestão desse equipamento esportivo que é a Arena Fonte Nova, mas não tem nada definido. Qualquer gestão será definida por licitação, respeitando todas as fases do procedimento legal”, declarou.

O secretário acrescentou que o atual grupo responsável pela administração também mantém diálogo com o governo estadual. Segundo ele, a decisão deverá considerar o interesse público e a melhor forma de garantir o funcionamento da arena.

“Não tem nada fechado com nenhum investidor”, ressaltou.

Arena terá novo nome comercial

O planejamento para o futuro da gestão ocorre em meio a mudanças comerciais na Arena Fonte Nova. Na segunda-feira (19), foi anunciado que a empresa de energia Acelen assumiu os direitos de nome do estádio, que passou a ser chamado de Arena Acelen Fonte Nova, substituindo a antiga parceria com a Casa de Apostas, barrada após a poibição das “bets” no Brasil.

A negociação dos direitos de nome é um dos aspectos que deverão ser considerados nos estudos sobre o próximo modelo de gestão do equipamento.

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