Ferry-boat pode ganhar “corujão” na madrugada para atender moradores da Ilha
Projeto apresentado na Alba sugere travessia às 2h da manhã entre Itaparica e Salvador

O sistema ferry-boat da Bahia pode passar por uma mudança importante nos próximos meses. Um projeto apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia sugere a criação de uma travessia na madrugada entre Itaparica e Salvador, funcionando em esquema de “corujão”.
A proposta foi protocolada pelo deputado estadual Roberto Carlos e enviada ao governador Jerônimo Rodrigues. O texto sugere a disponibilização de uma embarcação às 2h da madrugada para atender moradores da Ilha de Itaparica.
Proposta mira atendimentos de saúde e serviços essenciais
Na justificativa do projeto, o parlamentar afirma que a medida busca atender principalmente pessoas que precisam chegar cedo à capital baiana para consultas, exames, procedimentos médicos e emissão de documentos.
Atualmente, as embarcações do sistema ferry-boat funcionam até as 23h e retomam as operações apenas às 5h da manhã do dia seguinte.
Segundo Roberto Carlos, a ausência de transporte durante a madrugada acaba dificultando situações consideradas urgentes para moradores da região.
“Em diversas ocasiões a população de Itaparica precisa estar na capital antes do horário regular de operação dos Ferrys, uma vez que para atendimento de consultas, procedimentos médicos de urgência e para tirar documentos há necessidade de chegar mais cedo ao respectivo local”, diz trecho do texto apresentado pelo deputado.
Catamarã parado durante a madrugada poderia ser usado
O deputado argumenta ainda que existe um catamarã que permanece sem utilização nesse horário, já que atualmente a embarcação é destinada a travessias turísticas.
A ideia seria aproveitar o equipamento para suprir a demanda da população durante a madrugada sem necessidade imediata de novas embarcações.
O que é um projeto de indicação
O texto apresentado na Alba é um projeto de indicação, mecanismo usado por parlamentares para sugerir oficialmente ações ao Poder Executivo.
Nesse tipo de proposta, o governo não é obrigado a executar a medida. Cabe ao governador decidir se irá ou não colocar a sugestão em prática.



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