Hospital Municipal do Homem inicia serviço de oxigenoterapia hiperbárica em Salvador

Nova especialidade tem capacidade para beneficiar cerca de 520 pessoas por mês

Salvador
Hospital Municipal do Homem inicia serviço de oxigenoterapia hiperbárica em Salvador
Foto: Ramon Souza/Ascom Osid

O Hospital Municipal do Homem (HMH), em Salvador, iniciou nesta segunda-feira (6) o serviço de oxigenoterapia hiperbárica para o tratamento de pacientes com feridas e lesões complexas. A nova especialidade, integrada à unidade administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), tem capacidade para beneficiar cerca de 520 pessoas por mês. O tratamento será direcionado inicialmente a pacientes das áreas de cirurgia vascular, cirurgia geral e urologia.

A terapia consiste na inalação de oxigênio puro em um ambiente pressurizado acima da pressão atmosférica. Para isso, o HMH conta com uma câmara hiperbárica do tipo multiplace, que permite o atendimento simultâneo de múltiplos pacientes por meio de máscaras individuais. O procedimento potencializa a cicatrização de tecidos, auxilia no combate a infecções bacterianas e otimiza a recuperação em pós-operatórios complexos.

O fluxo de atendimento ocorrerá sob critérios clínicos: os pacientes internados na própria unidade serão avaliados diretamente por um médico hiperbarista e, caso elegíveis, iniciarão as sessões. Pacientes da rede externa de saúde de Salvador e da Região Metropolitana também poderão ter acesso ao serviço por meio do sistema de regulação do município.

“Inicialmente o tratamento será indicado para pacientes com infecções de membros inferiores acompanhados pela cirurgia vascular, pacientes com infecção de parede abdominal atendidos pela cirurgia geral e pessoas com complicações urológicas decorrentes da Síndrome de Fournier – infecção grave de rápida evolução. Além dos casos cirúrgicos e urológicos, a oxigenoterapia hiperbárica também é eficaz no tratamento de condições como queimaduras, osteomielites, lesões do pé diabético, úlceras de pele, lesões provocadas por radioterapia e enxertos comprometidos”, explicou o médico André Luiz Araújo, diretor do HMH.

“A pessoa atendida terá uma recuperação mais rápida e melhores condições de cicatrização quando comparado ao tratamento convencional. Esse é um recurso que amplia o acesso da população de Salvador e da Região Metropolitana a uma terapia altamente especializada, antes disponível de forma bastante limitada”, destacou o diretor clínico do hospital.

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