Cesta básica fica mais barata em Salvador após queda no preço de alimentos; veja o que pesou no bolso
Valor do conjunto de alimentos recuou 0,80% em junho

A cesta básica ficou mais barata em Salvador no mês de junho. De acordo com levantamento divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o conjunto de alimentos passou a custar R$ 651,78, registrando uma redução de 0,80% em comparação com maio.
A pesquisa foi realizada com base em 3.397 cotações de preços coletadas em 89 estabelecimentos comerciais da capital baiana, entre supermercados, açougues, padarias e feiras livres.
Alimentos que ficaram mais baratos
Dos 25 produtos que integram a cesta básica em Salvador, 13 apresentaram redução de preço durante o mês.
As maiores quedas foram registradas em:
- Linguiça calabresa: -7,96%;
- Maçã: -7,57%;
- Cebola: -5,05%;
- Queijo muçarela: -4,77%;
- Pão francês: -4,25%;
- Tomate: -4,23%;
- Banana-prata: -4,19%;
- Farinha de mandioca: -4,09%;
- Carne de segunda: -3,34%;
- Açúcar cristal: -2,03%;
- Arroz: -1,98%;
- Café moído: -1,50%;
- Carne de primeira: -0,86%.
Feijão e outros produtos registram alta
Apesar da redução no custo total da cesta, 12 itens ficaram mais caros em junho.
Os principais aumentos foram:
- Flocão de milho: 15,64%;
- Cenoura: 8,38%;
- Feijão: 7,72%;
- Queijo prato: 6,98%;
- Carne de sertão: 6,57%;
- Batata inglesa: 6,49%.
Também tiveram alta os preços do óleo de soja, ovos, leite, frango, manteiga e macarrão.
Café da manhã e almoço ficaram mais baratos
Segundo a SEI, os produtos tradicionalmente consumidos no almoço, como arroz, feijão, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registraram redução média de 0,53% em junho. Esse grupo corresponde a 38,58% do valor da cesta básica.
Já os itens ligados ao café da manhã — entre eles café, leite, açúcar, pão francês, manteiga, queijos e flocão de milho — tiveram queda de 1,19%, representando 31,81% do custo total.
Quase metade do salário mínimo é destinada à cesta
Mesmo com a redução nos preços, o custo da cesta básica continua comprometendo uma parcela significativa da renda do trabalhador.
Segundo o levantamento, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 95 horas e 37 minutos de trabalho para adquirir os alimentos básicos em junho. O valor da cesta correspondeu a 43,47% do salário mínimo líquido, considerado em R$ 1.499,43 após o desconto da contribuição previdenciária.
Maioria das capitais teve alta
Enquanto Salvador registrou queda, o cenário nacional foi de aumento dos preços na maior parte do país.
De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab, o custo da cesta subiu em 17 capitais brasileiras durante o mês de junho.
As maiores altas ocorreram em:
- Boa Vista: 3,28%;
- Palmas: 3,01%;
- Rio Branco: 2,20%;
- Porto Alegre: 2,18%.
Já as maiores reduções foram registradas em:
- João Pessoa: -3,97%;
- Recife: -3,62%;
- Maceió: -3,61%.
Alta no semestre segue pressionando o orçamento
Apesar do alívio observado em junho, o preço da cesta básica acumula alta em todas as capitais brasileiras no primeiro semestre de 2026, segundo o Dieese.
As variações vão de 4,02%, em São Luís, até 21,48%, em Fortaleza, indicando que a pressão sobre os alimentos ainda permanece ao longo do ano, mesmo com quedas pontuais em algumas cidades.



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