EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
Entenda a decisão do país americano

O governo dos Estados Unidos decidiu mudar a forma como enxerga as duas maiores facções criminosas do Brasil: o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A partir da próxima sexta-feira, 5, para o governo americano, elas não são apenas gangues ou cartéis de drogas, mas sim organizações terroristas internacionais.
O que muda na prática com essa decisão?
Ao carimbar o PCC e o CV com esses termos técnicos (SDGT e FTO, que são as siglas em inglês para “Terroristas Globais” e “Organizações Terroristas Estrangeiras”), o governo dos EUA ganha superpoderes legais para sufocar as duas facções:
- Bloqueio de Dinheiro: Qualquer conta bancária, imóvel ou bem que essas facções (ou seus membros) tenham nos EUA, ou em bancos que usam o sistema financeiro americano, será congelado imediatamente.
- Proibição de Apoio: Torna-se um crime grave nos EUA fornecer qualquer tipo de ajuda para esses grupos — seja enviando dinheiro, armas, suporte tecnológico ou até mesmo dando treinamento.
- Proibição de Entrada: Membros dessas facções ficam proibidos de entrar nos Estados Unidos, e os que já estiverem lá podem ser expulsos mais facilmente.
Por que os EUA tomaram essa atitude?
Segundo o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, o PCC e o CV deixaram de ser um problema apenas do Brasil. Eles se transformaram em redes criminosas gigantescas que afetam toda a América Latina e conseguem colocar drogas e violência dentro do próprio território americano.
Com essa decisão, o governo Trump quer cortar o dinheiro que financia o tráfico de drogas e desmantelar o poder desses grupos na região, aumentando a segurança dos próprios cidadãos americanos.



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