Bruno Reis pede acordo para evitar greve dos rodoviários em Salvador

Prefeito cita alta do diesel, crise no transporte público e impacto financeiro nas empresas de ônibus

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Bruno Reis pede acordo para evitar greve dos rodoviários em Salvador
Divulgação/Secom-BA

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, comentou nesta segunda-feira (18) a possibilidade de greve dos rodoviários na capital baiana e afirmou esperar que haja acordo entre trabalhadores e empresários antes da paralisação prevista para sexta-feira (22).

Segundo o prefeito, o Sindicato dos Rodoviários já publicou o edital de greve e agora o impasse deve ser analisado pela Justiça do Trabalho.

“A gente espera que possa ocorrer um acordo”

Durante entrevista, Bruno Reis afirmou que o próximo passo será o sindicato patronal ingressar com dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

“O presidente dos sindicatos rodoviários publicou o edital de greve, com previsão de greve para sexta-feira, esse é o rito”, declarou.

Segundo ele, a expectativa é que a Justiça convoque uma nova rodada de negociação entre empresários e trabalhadores.

“O Tribunal Regional do Trabalho chama para tentar mediar um acordo, acordo este que não ocorreu sexta-feira na Delegacia Regional do Trabalho”, afirmou.

O prefeito fez um apelo para que as partes cheguem a um entendimento antes da paralisação.

“Faço um apelo para que não ocorra até quinta-feira e eventualmente o dissídio não precise ser julgado e com isso se evite a greve”, disse.

Diesel e crise no transporte agravaram cenário

Bruno Reis afirmou que a situação financeira das empresas de ônibus se agravou nos últimos meses, principalmente por conta do aumento no preço do diesel.

“Hoje a situação das empresas se agravou de forma significativa por conta do aumento expressivo do diesel”, declarou.

Segundo o prefeito, as empresas alegam desequilíbrio financeiro crescente no sistema de transporte coletivo da capital.

“Eles já estão reivindicando R$ 6 milhões por mês de desequilíbrio do subsídio”, afirmou.

O gestor ainda destacou que o valor supera a média mensal atualmente paga pela prefeitura para manter o sistema funcionando.

“É mais do que o valor mensal que a prefeitura paga em média de R$ 5 milhões de subsídios”, disse.

Prefeito pede cautela aos trabalhadores

Durante a entrevista, Bruno Reis afirmou entender as reivindicações da categoria, mas classificou o atual momento do transporte público como um dos mais difíceis dos últimos anos.

“A gente entende que a categoria dos trabalhadores do transporte público queira melhorar as suas condições, queira até ganho real, reajuste acima da inflação do período”, declarou.

O prefeito também citou possíveis impactos da mudança na escala de trabalho dos rodoviários.

“Talvez seja o pior momento do transporte público crítico”, afirmou.

Segundo ele, a possível aprovação da mudança da escala “6 por 1” para “5 por 2” poderá aumentar ainda mais os custos operacionais das empresas.

“Serão necessárias readequações das cargas horárias e fatalmente mais contratações”, disse.

Ao final, Bruno Reis pediu que trabalhadores aguardem a discussão sobre a nova escala antes de avançar na paralisação.

“Peço aos trabalhadores que esperem a aprovação da escala 5 por 2, que talvez resolva boa parte dos problemas existentes”, concluiu.

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