“A pobreza não é apenas a ausência de renda”, diz secretário ao lançar programa Vida Nova em Salvador

Prefeitura promete acompanhamento de famílias vulneráveis com ações integradas

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“A pobreza não é apenas a ausência de renda”, diz secretário ao lançar programa Vida Nova em Salvador
Sou da Bahia

A Prefeitura de Salvador lançou nesta segunda-feira (18) a Lei do Programa Vida Nova, iniciativa que transforma em política pública permanente um conjunto de ações voltadas para famílias em situação de vulnerabilidade social na capital baiana. O evento aconteceu na sede da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), no Comércio, e contou com a presença do prefeito Bruno Reis, da vice-prefeita Ana Paula Matos e do secretário Júnior Magalhães.

Durante a cerimônia, também foi apresentado o Índice de Vulnerabilidade Social de Salvador (IVS), ferramenta criada para identificar e priorizar famílias em situação de vulnerabilidade para acesso ao programa e a outras políticas públicas municipais.

“A pobreza não é apenas a ausência de renda”

Em entrevista ao portal Sou da Bahia, o secretário da Sempre, Júnior Magalhães, afirmou que o programa nasce com uma proposta mais ampla de enfrentamento à pobreza.

“A pobreza não é apenas a ausência de renda, ela é toda uma falta de acesso a serviços públicos, é a ausência de renda, segurança alimentar, habitação”, declarou.

Segundo ele, o programa irá atender inicialmente 3.800 famílias consideradas as mais vulneráveis da cidade, identificadas através do novo índice criado pela prefeitura.

“Criamos um índice de vulnerabilidade para identificar quais são as famílias mais vulneráveis da cidade e através desse índice nós vamos fazer a busca ativa dessas famílias”, afirmou.

Busca ativa e acompanhamento por dois anos

De acordo com o secretário, o programa será executado de forma integrada entre diferentes secretarias municipais e terá acompanhamento contínuo das famílias cadastradas.

“Durante dois anos, acompanhar essas famílias, possibilitando a ela acesso com priorização a serviços de saúde, educação, geração de renda, habitação”, disse.

Júnior Magalhães afirmou ainda que cerca de 300 agentes irão atuar diretamente nas comunidades realizando visitas mensais.

“Nós temos 300 agentes de Vida Nova, essa turma que está aqui, que vai fazer a busca ativa, o acompanhamento domiciliado dessas famílias”, declarou.

Segundo ele, cada agente será responsável por acompanhar entre 10 e 15 famílias.

“Cada agente irá acompanhar de 10 a 15 famílias, de porta em porta, todos os meses”, completou.

Programa prevê aluguel social e cartão alimentação

Entre as ações previstas pelo Vida Nova estão aluguel social, reforma habitacional, qualificação profissional e distribuição de cartão alimentação.

“Uma das dimensões mais cruéis da pobreza é a insegurança alimentar”, afirmou o secretário.

Segundo ele, famílias sem moradia poderão acessar aluguel social, enquanto aquelas que já possuem residência poderão receber melhorias habitacionais através de programas municipais.

“Vamos possibilitar o aluguel social para aquelas famílias que têm casa e as famílias que não têm casa terão a reforma”, disse.

O secretário também destacou que o programa pretende incentivar o retorno aos estudos e ampliar oportunidades de emprego e renda.

“Garantir que os pais voltem para fazer o curso de qualificação, voltem para fazer EJA”, afirmou.

“Não vamos resolver a pobreza dando cesta básica”

Durante a entrevista, Júnior Magalhães afirmou que apenas ações de transferência de renda não são suficientes para combater a pobreza de forma efetiva.

“A transferência de renda tem ajudado a população mais pobre, mas não tem resolvido a situação da pobreza”, declarou.

Segundo ele, o programa foi estruturado ao longo de dois anos em parceria com quase dez secretarias municipais.

“Não vamos resolver a pobreza dando cesta básica, nós vamos resolver a pobreza se a gente tiver ações integradas de todas as políticas públicas”, disse.

O secretário ainda afirmou que a vulnerabilidade social precisa ser enfrentada de maneira coletiva.

“A família em vulnerabilidade não é somente a atribuição e obrigação da Sempre, ela é obrigação de toda a sociedade”, completou.

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