Brasil supera média global de estresse no trabalho; veja o contraste com o engajamento

Dados mostram que 45% dos trabalhadores brasileiros relatam alto nível de estresse, enquanto 32% se consideram engajados com suas funções

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Brasil supera média global de estresse no trabalho; veja o contraste com o engajamento
Foto – Reprodução_Magnific

O Brasil apresenta níveis de estresse no trabalho acima da média global, segundo o relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup. Cerca de 45% dos profissionais brasileiros enfrentam altos níveis de estresse no dia a dia, enquanto a média mundial é de 40%.

Ao mesmo tempo, o país registra 32% de trabalhadores engajados com suas funções, acima dos índices da América Latina (30%) e do mundo (20%). O cenário levanta discussões sobre a relação entre engajamento, cobrança e sobrecarga no ambiente profissional.

Para Darwin Grein, CEO da Juntxs e especialista em desenvolvimento humano e organizacional, empresas precisam preparar equipes e lideranças para lidar com feedbacks, erros, frustrações e conflitos.

“Existe uma diferença importante entre segurança psicológica e conforto. Uma equipe psicologicamente segura não é aquela em que ninguém é contrariado, cobrado ou confrontado. É aquela em que as pessoas sabem que podem discordar, receber um feedback negativo, admitir um erro ou trazer um problema sem serem humilhadas ou colocadas em uma situação de ameaça. O conflito faz parte de qualquer relação profissional; o que precisa ser construído é a capacidade de atravessá-lo com respeito, clareza e confiança”, explica Darwin.

Segundo o especialista, lidar com conflitos também é uma competência profissional. Lideranças precisam conduzir conversas difíceis e estabelecer limites, enquanto profissionais devem desenvolver capacidade para ouvir críticas, rever posições e lidar com frustrações.

Estratégias como team building, dinâmicas de colaboração e experiências coletivas de aprendizagem podem ser utilizadas para estimular comunicação, escuta, negociação, tomada de decisão e resolução de problemas.

“Uma experiência coletiva de aprendizagem pode revelar comportamentos que muitas vezes não aparecem em uma reunião convencional. Quando as pessoas precisam resolver um problema juntas, negociar, discordar ou tomar uma decisão sob pressão, elas começam a perceber como escutam, como se posicionam e como reagem quando algo não acontece como esperavam. O valor do team building está justamente em transformar essas experiências em aprendizado que possa voltar para o cotidiano e melhorar a forma como a equipe conversa, trabalha e resolve seus conflitos”, afirma o especialista.

Para Darwin, o desenvolvimento precisa fazer parte da rotina das empresas, incluindo a maneira como líderes oferecem feedback, conduzem reuniões, reconhecem erros e tomam decisões.

“Uma empresa madura não é aquela onde todos concordam o tempo inteiro ou onde ninguém sai de uma conversa desconfortável. É aquela em que existe confiança suficiente para que as pessoas possam discordar, receber um não, reconhecer que erraram e conversar sobre aquilo que precisa mudar. Se queremos equipes mais saudáveis e preparadas, precisamos parar de tratar todo desconforto como um problema e começar a desenvolver a capacidade das pessoas de lidar com ele de maneira construtiva”, conclui.

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