Anvisa cria grupos especiais para monitorar “canetas emagrecedoras” no Brasil

Medida envolve análise científica, farmacovigilância e ações educativas para uso seguro dos medicamentos no país

Brasil
Anvisa cria grupos especiais para monitorar “canetas emagrecedoras” no Brasil
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (16) duas portarias que instituem grupos de trabalho voltados ao fortalecimento do controle sanitário e à segurança de pacientes que utilizam medicamentos agonistas do receptor GLP-1 — conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.

O objetivo das medidas é ampliar a análise técnica, acompanhar o uso desses medicamentos e propor estratégias para reduzir riscos associados ao consumo inadequado.

O primeiro grupo foi formalizado pela Portaria 488/2026 e contará com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO). O prazo de atuação será de 45 dias.

Entre as atribuições estão a análise de evidências científicas, dados de uso e informações de farmacovigilância relacionadas aos medicamentos baseados em GLP-1 receptor agonists. O grupo também deverá avaliar aspectos regulatórios e sanitários, além de identificar possíveis falhas na comunicação de risco aos profissionais de saúde e propor materiais orientativos.

Já a Portaria 489/2026 cria um segundo grupo de trabalho, com foco no acompanhamento da implementação de um plano de ação da própria Anvisa. A equipe terá 90 dias de atuação, com reuniões quinzenais, e contará com representantes internos da autarquia.

Esse segundo GT terá como funções monitorar resultados e indicadores, propor melhorias regulatórias e elaborar subsídios técnicos que apoiarão decisões da diretoria colegiada da agência.

Na mesma semana, a Anvisa, o CFF, o CFM e o CFO assinaram uma carta de intenção conjunta para promover o uso seguro e racional das canetas emagrecedoras no país. O documento busca reforçar ações preventivas contra riscos sanitários e práticas irregulares, além de incentivar a cooperação institucional baseada na troca de informações, alinhamento técnico e iniciativas educativas voltadas à população e aos profissionais de saúde.

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