Varejo da Bahia cresce 1,2% em agosto e completa 17 meses de resultados positivos
Vendas no estado avançaram 3,3% no acumulado de 2026, quase o dobro da média nacional; artigos pessoais e produtos farmacêuticos puxaram o resultado

O comércio varejista da Bahia cresceu 1,2% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e manteve uma sequência de resultados positivos pelo 17º mês consecutivo. O desempenho superou a média nacional, de 0,4%. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as vendas no estado avançaram 3,3%, ante 1,7% registrado pelo Brasil.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Entre os segmentos que contribuíram para o resultado, o destaque foi o de outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 15,1%. O grupo de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos também apresentou crescimento expressivo, de 8,5%.
Já o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou avanço de 0,7%. Os resultados mostram o desempenho de atividades ligadas ao consumo das famílias em um cenário de menor pressão dos preços sobre os consumidores.
Varejo ampliado acumula alta de 4,7%
No comércio varejista ampliado, que inclui as vendas de veículos, materiais de construção e o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, a Bahia acumulou crescimento de 4,7% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.
Na análise anual, o destaque foi o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, que registrou expansão de 7,5%.
Os números indicam a continuidade do avanço do comércio baiano, apesar dos desafios relacionados às condições de crédito, aos juros elevados e ao endividamento das famílias.



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