Tássio Brito comenta declaração de Bruno Reis sobre posicionamento político
Presidente do PT Bahia destacou a participação do Nordeste na reeleição de Lula

O presidente do PT Bahia, Tássio Brito, comentou nesta quarta-feira (4) a declaração do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), de que não é “de direita nem de esquerda”. Em entrevista, o dirigente petista apresentou uma interpretação diferente do posicionamento político do gestor e avaliou as manifestações de apoio a Flávio Bolsonaro durante o segundo turno das eleições.
“Ele demonstrou que não é um político de direita, nem de esquerda, mas de extrema direita”, afirmou Tássio.
O presidente estadual do PT também mencionou a decisão de Bruno Reis de apoiar Flávio Bolsonaro e a suspensão da circulação de ônibus em Salvador no dia da votação. Na avaliação do dirigente, esses episódios demonstrariam um alinhamento político do prefeito com a direita.
Tássio comenta apoio de Bruno Reis e ACM Neto a Flávio
Tássio Brito também abordou o posicionamento de Bruno Reis e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) no segundo turno. Para o dirigente, o apoio dos dois a Flávio Bolsonaro contrastou com a postura que, segundo ele, parte do eleitorado havia associado aos políticos durante o primeiro turno.
O presidente do PT avaliou ainda o desempenho dos candidatos na Bahia entre os dois turnos. Segundo ele, Lula ampliou sua votação em aproximadamente 850 mil votos, enquanto Flávio Bolsonaro não registrou crescimento expressivo no estado.
Presidente do PT destaca força eleitoral do Nordeste
Durante a entrevista, Tássio também ressaltou a participação do Nordeste no resultado nacional da eleição e defendeu maior atenção dos quadros progressistas às características políticas da região.
“Tem um problema estrutural do Brasil que é uma dificuldade em enxergar o Nordeste. Isso aqui deu 11 milhões de votos de frente a Lula no primeiro turno e 13 milhões no segundo. Não é qualquer coisa, não existe pensar em vencer eleição sem a pujança do Nordeste”, afirmou.
O dirigente defendeu que as lideranças progressistas considerem a experiência política nordestina na formulação de estratégias nacionais. Como exemplos da presença da região no cenário político, citou a reeleição de quatro governadores nordestinos e a composição da bancada do PT no Senado para o próximo ano.
“Da bancada de 10 senadores do PT no ano que vem, oito são do Nordeste. Não se trata de querer ou não diminuir, porque não tem como diminuir o PT do Nordeste”, concluiu.



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