“Prefeito não é dono do dinheiro do povo”, diz Kiki Bispo sobre atrações do Virada Salvador

Líder do governo na Câmara de Salvador elogiou a programação do festival e afirmou que Bruno Reis demonstrou respeito à diversidade cultural e às diferentes posições políticas dos artistas

Política
“Prefeito não é dono do dinheiro do povo”, diz Kiki Bispo sobre atrações do Virada Salvador
Valdemiro Lopes/CMS

O vereador Kiki Bispo (União Brasil), líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, elogiou nesta quarta-feira (4) a postura do prefeito Bruno Reis (União Brasil) na escolha das atrações do Festival Virada Salvador 2027. Para o parlamentar, a programação demonstra respeito à democracia, à diversidade de opiniões e ao público, independentemente das preferências políticas dos artistas.

“Prefeito não é dono do dinheiro do povo, muito menos do voto de quem sobe no palco. O dinheiro público deve servir à população, e não às preferências políticas de quem está governando. Artista não pode ser escolhido ou cancelado porque votou em A ou B. Bruno Reis demonstrou elevado espírito público ao colocar o interesse da cidade e o respeito aos fãs acima de qualquer divergência política”, afirmou.

Vereador destaca diversidade política e musical

Kiki Bispo ressaltou que a programação reúne artistas de diferentes estilos musicais e posicionamentos políticos. Como exemplos, citou Daniela Mercury e BaianaSystem, que já manifestaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Salvador dá uma demonstração importante de maturidade democrática. Bruno Reis não pergunta em quem Daniela Mercury votou, nem qual é o posicionamento político do BaianaSystem ou de Jorge & Mateus. Ele respeita a trajetória desses artistas, reconhece a importância de cada um para a música brasileira e entende que todos têm seu público. É assim que deve agir um gestor público: governando para todos, e não apenas para aqueles que pensam como ele”, acrescentou.

O líder do governo também defendeu que divergências eleitorais não sejam utilizadas como critérios de exclusão cultural. Segundo ele, a liberdade de expressão e o respeito às diferenças devem ser preservados, inclusive quando envolvem artistas com opiniões políticas distintas.

“A democracia não pode funcionar apenas para quem concorda conosco. Respeitar a liberdade de expressão de quem pensa igual é fácil. O verdadeiro compromisso democrático aparece quando somos capazes de respeitar quem pensa diferente. E foi exatamente esse princípio que Bruno Reis colocou em prática ao montar uma programação que representa a diversidade da nossa música e do nosso povo”, salientou.

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