“Serviço público não é favor”, diz Rowenna Brito ao repudiar denúncias de perseguição política na Bahia
Deputada estadual eleita cobra investigação de possíveis exonerações e cortes de gratificações em Cruz das Almas e de ameaças de restrição a serviços públicos em Salvador

A deputada estadual eleita Rowenna Brito (PT) cobrou medidas urgentes para apurar denúncias de possível perseguição política contra servidores públicos em Cruz das Almas e de ameaças de restrição ao atendimento público em Salvador. A petista repudiou as situações e defendeu a responsabilização de eventuais envolvidos em irregularidades.
Em Cruz das Almas, as denúncias envolvem medidas que poderiam incluir exonerações e cortes de gratificações de servidores. Já na capital baiana, o caso envolve a subprefeita da Prefeitura-Bairro de Valéria, Kelly Morais, que teria ameaçado negar serviços públicos a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo regulação médica, consultas e medicamentos.
Para Rowenna, os episódios levantam preocupações sobre práticas antidemocráticas e o uso da estrutura pública para intimidar pessoas por suas escolhas eleitorais.
“É preciso apuração rigorosa e responsabilização de quem tiver cometido irregularidades. É inadmissível transformar o poder público em instrumento de ameaça, intimidação e perseguição política. Ninguém pode ser punido por suas escolhas eleitorais, muito menos ter direitos ameaçados por quem deveria garantir o acesso aos serviços públicos. O voto é livre, o povo é soberano e a democracia exige respeito ao resultado das urnas”, afirmou.
Petista cobra atuação do Ministério Público
Rowenna defendeu a investigação das denúncias nas duas cidades e a criação de uma frente de acompanhamento para monitorar os casos nos próximos meses. A deputada eleita também pediu a atuação dos órgãos competentes, incluindo o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e, conforme as atribuições legais, o Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA).
“Não podemos naturalizar o autoritarismo nem aceitar que trabalhadores sejam intimidados por razões políticas. Qualquer indício de perseguição precisa ser apurado com seriedade, e os direitos dos servidores devem ser respeitados”, declarou.
“Serviço público não é instrumento de retaliação”
Ao comentar a denúncia envolvendo a Prefeitura-Bairro de Valéria, em Salvador, Rowenna destacou a gravidade de possíveis ameaças de restrição ao acesso a serviços essenciais em razão da preferência eleitoral dos cidadãos.
“É inadmissível aceitar que se negue ou ameace negar regulação médica, consultas e medicamentos por causa da preferência eleitoral na capital. São condutas gravíssimas que estamos presenciando em Salvador e Cruz das Almas. Serviço público não é favor, muito menos instrumento de retaliação. A vitória de Lula nas urnas precisa ser respeitada”, afirmou.



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