Segundo IBGE, produção industrial cresceu pelo 3º mês seguido

Mesmo com crescimento moderado em março, indústria nacional mantém trajetória positiva em 2026, impulsionada por derivados do petróleo, químicos e setor automotivo

Brasil
Segundo IBGE, produção industrial cresceu pelo 3º mês seguido
Foto: CNI/ José Paulo Lacerda

A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,1% em março na comparação com fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de avanço no setor. No acumulado de 2026, a indústria já apresenta expansão de 3,1%, segundo dados divulgados na última quinta-feira (7) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Com o resultado, a produção industrial do país ficou 3,3% acima do patamar registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. Apesar disso, o setor ainda permanece 13,9% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.

Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que apontou crescimento em quatro grandes categorias econômicas e em oito dos 25 segmentos industriais analisados na passagem de fevereiro para março.

“Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, disse o gerente da PIM, André Macedo.

Outros segmentos que contribuíram positivamente para o desempenho da indústria foram veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 1,1%, além da metalurgia (1,2%) e de máquinas e equipamentos (1%).

Por outro lado, 16 atividades industriais registraram queda na produção em março. Os principais impactos negativos vieram dos setores de bebidas (-2,9%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%).

Segundo o IBGE, o setor de bebidas interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou avanço de 8,5%. Já o segmento de máquinas e materiais elétricos intensificou a retração observada em fevereiro deste ano.

“Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis (-6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%)”, afirma o IBGE.

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