Salvador já vive clima de Copa: cidade inicia contagem regressiva para receber o Mundial Feminino 2027
Capital baiana será uma das sedes do torneio e espera impulsionar turismo, economia e protagonismo feminino com a realização da competição

Salvador entrou oficialmente na contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. Exatamente um ano antes do início da competição, marcado para 24 de junho de 2027, a capital baiana intensifica os preparativos para receber um dos maiores eventos esportivos do planeta.
Enquanto o Brasil acompanha a disputa da Copa do Mundo masculina de 2026, a expectativa já começa a crescer para o próximo Mundial, que terá o país como anfitrião e contará com Salvador entre as oito cidades-sede escolhidas pela FIFA.
A competição marcará o retorno da maior disputa entre seleções do mundo à capital baiana após 13 anos. Desta vez, o protagonismo será das mulheres. A Arena Fonte Nova está confirmada como palco de pelo menos cinco partidas, número que poderá ser ampliado após a definição oficial da tabela por meio do sorteio do torneio.
Para garantir uma boa experiência aos torcedores e visitantes, a Prefeitura de Salvador já desenvolve ações de infraestrutura e mobilidade. Entre os projetos em andamento está a implantação de uma linha do BRT com acesso à Arena Fonte Nova, atualmente em fase de testes.
Outro destaque será a realização do FIFA Fan Festival (FFF), que terá programação gratuita na Praça Maria Felipa, no Comércio. O espaço reunirá transmissão dos jogos, atrações culturais e atividades voltadas ao público durante o período da competição.
A expectativa é repetir os resultados alcançados durante a Copa do Mundo de 2014. Naquele ano, Salvador recebeu mais de 825 mil turistas apenas no mês de junho, segundo dados da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). O número representou um acréscimo de aproximadamente 237 mil visitantes em relação ao fluxo habitual para o período, impulsionando diversos setores da economia.
Além do impacto econômico, a gestão municipal pretende consolidar um legado social a partir do evento. Entre os objetivos estão o fortalecimento da participação feminina, a promoção da igualdade de gênero e a realização de uma competição pautada pela inclusão, diversidade e respeito aos direitos humanos.
A vice-prefeita Ana Paula Matos, responsável por coordenar o grupo de trabalho da Prefeitura para a Copa do Mundo Feminina, destacou os benefícios que a competição pode trazer para a cidade.
“Além do legado para o esporte, estamos falando de geração de emprego, renda, movimentação da economia, fortalecimento da participação feminina e da pauta de gênero que é significativa aos nossos corações. Estamos trabalhando de forma integrada, com todas as secretarias envolvidas, para garantir uma boa experiência para atletas, delegações, turistas e para a população. Salvador está pronta para fazer uma Copa inesquecível”, disse.
Os números da Copa de 2014 reforçam a expectativa positiva. Naquele período, a receita turística de junho alcançou R$ 1,2 bilhão, superando os R$ 920 milhões registrados no mesmo mês do ano seguinte. Em nível nacional, o evento também impulsionou setores como hospedagem, transporte rodoviário, aviação e locação de veículos.
Histórico de sucesso com eventos da FIFA
Salvador acumula experiências marcantes em competições organizadas pela FIFA. Em 2013, a cidade sediou partidas da Copa das Confederações, incluindo a vitória da Seleção Brasileira por 4 a 2 sobre a Itália, em uma partida que contou com um gol memorável de Neymar.
Já na Copa do Mundo de 2014, a Arena Fonte Nova ganhou destaque internacional. Foram 24 gols marcados em seis jogos, desempenho que rendeu ao estádio o apelido de “Fonte dos Gols”.
Entre os confrontos históricos realizados em Salvador estão a goleada da Holanda por 5 a 1 sobre a então campeã mundial Espanha, a vitória da França por 5 a 2 diante da Suíça e o triunfo da Alemanha por 4 a 0 sobre Portugal, resultado que marcou o início da campanha do título alemão.
O maior público registrado na Arena Fonte Nova após sua modernização aconteceu justamente naquele Mundial, durante o duelo das oitavas de final entre Bélgica e Estados Unidos, assistido por 51.227 torcedores. Ao longo da competição, o estádio recebeu 300.674 espectadores, alcançando média superior a 50 mil pessoas por partida.



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