Rui Costa faz balanço do Novo PAC e ataca oposição durante plenária do PGP em Senhor do Bonfim
Em discurso, Rui utilizou indicadores de obras paralisadas e retomadas para defender a manutenção da aliança entre os governos Lula e Jerônimo Rodrigues

O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), participou, neste domingo (31), da plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) no município de Senhor do Bonfim. Em seu pronunciamento, o também ex-governador do Estado apresentou um balanço detalhado dos passivos de engenharia e infraestrutura herdados pela administração federal em janeiro de 2023.
Rui utilizou os indicadores de obras paralisadas e retomadas para defender a manutenção da aliança entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a gestão estadual liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
De acordo com ele, o diagnóstico inicial realizado pela Casa Civil no primeiro semestre de 2023 identificou um cenário de paralisia estrutural em contratos de convênio público por todo o território nacional. O balanço estatístico detalhou a interrupção de 6.500 obras na área da saúde — englobando desde postos de atendimento básico até complexos hospitalares —, além de 4.500 canteiros de obras de educação profissional, escolas e creches municipais.
No segmento habitacional, o ministro apontou a existência de 87 mil unidades residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida com cronogramas físicos totalmente estagnados e contratos suspensos pelas instâncias federais anteriores.
“No primeiro dia que eu sentei na cadeira, que eu fui fazer um balanço do que nós tínhamos encontrado, era uma tragédia. Sabe o que Lula encontrou no dia 1º de janeiro de 2023? 6.500 obras de saúde paralisadas, entre hospitais e postos de saúde; e 4.500 obras de educação, com escolas e creches paralisadas no país inteiro. Além de 87 mil casas paralisadas do Minha Casa, Minha Vida. O presidente Lula determinou que colocássemos no PAC todas as obras paralisadas para que a gente pudesse concluir. Lançamos milhares de outras obras, portanto, nós estamos reconstruindo o país”, detalhou o ministro Rui Costa, fundamentando o portfólio de entregas e investimentos do governo federal sob a sua coordenação em Brasília.
A reversão desse quadro, segundo o pré-candidato, foi articulada por meio do desenho metodológico do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), carteira de investimentos que priorizou o aporte orçamentário para a conclusão de projetos que já haviam consumido recursos públicos, mas permaneciam sem utilidade social.
Rui Costa informou que a estratégia de reconstrução incluiu a contratação de novas metas, com o lançamento de 1.600 creches e 2.600 postos de saúde, o que impulsionou os indicadores macroeconômicos de empregabilidade.
O ex-ministro sustentou que a injeção de capital público na construção civil colaborou diretamente para que o país atingisse a menor taxa de desemprego e o maior estoque de empregos formais com carteira assinada da série histórica.
No plano político e eleitoral para o pleito de 2026, o chefe da Casa Civil subiu o tom das críticas e polarizou o debate com as candidaturas de oposição, afirmando que a disputa presidencial e estadual colocará em confronto duas visões antagônicas de desenvolvimento econômico e soberania industrial.
Rui Costa acusou lideranças do bloco adversário de atuarem no exterior contra os interesses comerciais do parque fabril nacional, classificando as movimentações diplomáticas de grupos opositores como uma desestruturação intencional da economia do país.
“O país tem a menor taxa de desemprego da história. O país tem o maior número de pessoas com carteira assinada na história do Brasil. Do outro lado, tem gente que foi para os Estados Unidos aumentar e colocar imposto sobre os produtos fabricados no Brasil. Uma verdadeira traição à Pátria”, disparou o pré-candidato ao Senado, ao associar a recuperação do mercado de trabalho às ações do Executivo e criticar a postura internacional da oposição.



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