Rui Costa defende “transporte solidário” para reduzir abstenção eleitoral na Bahia

A mobilização atende eleitores que participarão do segundo turno das eleições

Política
Rui Costa defende “transporte solidário” para reduzir abstenção eleitoral na Bahia
Foto: Diego Mascarenhas/Divulgação

Reverter o número elevado de abstenções tem sido um dos pontos trabalhados pelo grupo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia. Em entrevista à rádio Piatã FM, nesta quinta-feira (22), o senador eleito Rui Costa (PT) defendeu o que caracterizou como “transporte solidário” para garantir o deslocamento de eleitores que não moram mais em suas zonas eleitorais e não solicitaram o voto em trânsito no segundo turno das eleições de 2026.

Segundo Rui, a mobilização envolve pessoas dispostas a oferecer caronas gratuitas a idosos, pessoas com deficiência e outros eleitores que enfrentam dificuldades para chegar aos locais de votação. A iniciativa busca ampliar o comparecimento às urnas no próximo domingo (25), quando será realizado o segundo turno da eleição presidencial.

“Há uma mobilização geral da Bahia, do Nordeste, para que o Nordeste não seja castigado com essa eleição de domingo”, declarou.

Rui aposta em mobilização para reduzir abstenção

Durante a entrevista, o petista explicou que a abstenção costuma variar conforme o tipo de eleição. Na avaliação dele, as disputas municipais tendem a registrar maior participação popular devido ao envolvimento direto das famílias e das comunidades. Já nas eleições estaduais e presidenciais, o índice historicamente fica em patamares mais elevados.

O senador eleito afirmou ainda ter observado, durante uma viagem de avião, viu publicações nas redes sociais de pessoas oferecendo caronas e organizando formas de ajudar eleitores a chegar aos locais de votação.

“Por isso que eu acho que a votação de domingo nós vamos conseguir reduzir, sim, a abstenção”, afirmou.

Mais de 33 milhões de eleitores se abstiveram no primeiro turno

Ao comentar o cenário nacional, Rui mencionou o número de eleitores que deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno. Dados divulgados pela Agência Brasil apontam que a abstenção chegou a 21,08%, o equivalente a mais de 33,4 milhões de eleitores. O índice foi o maior registrado desde 1998.

A expectativa do senador eleito é que a mobilização nas ruas e nas redes sociais contribua para diminuir esse número no segundo turno.

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