Rui Costa defende candidatura ao Senado para fortalecer articulação com Executivo
Em sabatina realizada pelo Grupo A Tarde nesta segunda-feira (17), o ex-ministro afirmou que pretende atuar no Congresso para discutir mudanças no modelo de funcionamento do país

Candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT) defendeu sua candidatura à Casa Alta como um caminho para ampliar a articulação entre os Poderes Executivo e Legislativo, em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sabatina realizada pelo Grupo A Tarde nesta segunda-feira (17), o ex-ministro afirmou que pretende atuar no Congresso para discutir mudanças no modelo de funcionamento do país e ajudar na aprovação das metas estabelecidas pelo governo federal.
“Eu quero ir pro Senado, inclusive, para debater isso [educação e segurança]. Todo esse debate eu quero levar ao Congresso Nacional, ao Senado e ajudar as metas deliberadas, tanto de Lula, para melhorar a vida dos que mais precisam no Brasil e na Bahia”, afirmou.
Críticas ao modelo de distribuição do orçamento
Rui criticou o atual modelo de distribuição de recursos do orçamento da União por meio das emendas parlamentares. Segundo ele, o Congresso passou a concentrar uma parcela significativa dos recursos de livre aplicação do governo federal.
“Esse modelo adotado pelo Congresso, onde pega metade do orçamento livre da União para atomizar, pulverizar na mão dos deputados e senadores, esse é o modelo adequado? Em que lugar do mundo existe isso?”, questionou.
Para o ex-ministro, o debate sobre a destinação dos recursos públicos precisa estar relacionado a metas de desenvolvimento nacional.
“Não é possível pensar o desenvolvimento do país sem ter claros métodos, muito claros, muito objetivos, que o Brasil tem que alcançar. Eu acho que a sociedade precisa debater esse modelo que se instituiu no Brasil”, declarou.
Poder das presidências da Câmara e do Senado
Durante a sabatina, Rui também destacou o papel dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado na definição da pauta do Congresso. Segundo ele, apesar de serem casas legislativas, ambas possuem uma estrutura de funcionamento que concentra poder nas mãos dos presidentes.
“O presidente sozinho tem a pauta da Câmara e, por exemplo, o Senado tem a pauta do Senado na mão. Ele pauta o que ele quer, independente da opinião da maioria do Senado ou da Câmara”, afirmou.
Governabilidade
Rui Costa avaliou ainda que as presidências das duas Casas legislativas terão papel importante na governabilidade do próximo governo federal. Apesar disso, ponderou que ainda é cedo para projetar quem ocupará os comandos da Câmara e do Senado após as eleições de 2026.
“É cedo, acho que precisa passar a eleição para a gente fazer a análise tanto da presidência da Câmara como do Senado. Agora é um pouco tentar adivinhar o que vai ser, porque o resultado da eleição não está dado”, afirmou.
Para o candidato, será necessário aguardar o resultado das urnas e a composição do Congresso para definir o cenário de maioria e as condições de governabilidade do próximo governo.
“Indiscutivelmente, essas duas Casas cumprem um papel muito forte para a definição do que a gente chama de governabilidade”, concluiu.



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