Rosemberg endossa reeleição de Ivana na Alba: “Credibilidade e legitimidade”

Líder da oposição na Assembleia também comenta articulações políticas em Ilhéus, disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028, calendário de votações e andamento da ponte Salvador-Itaparica.

Política
Rosemberg endossa reeleição de Ivana na Alba: “Credibilidade e legitimidade”
Foto: Divulgação/Assessoria do deputado

O deputado estadual e líder da base governista na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Rosemberg Pinto (PT), comentou nesta terça-feira, 3, as articulações para a reeleição da presidente da Assembleia, Ivana Bastos (PSD), a formação de uma frente política em Ilhéus e a escolha de um nome do PT para disputar a Prefeitura de Salvador em 2028.

Rosemberg também apresentou detalhes sobre o calendário de votações da Alba para o fim do ano, avaliou o andamento do projeto da ponte Salvador-Itaparica e afirmou que a discussão sobre a liderança do governo na Assembleia deve ficar para fevereiro.

Rosemberg defende frente política em Ilhéus com Adélia Pinheiro

Ao comentar a possibilidade de uma composição entre Adélia Pinheiro e Marão para a disputa política em Ilhéus, Rosemberg afirmou que trabalha pela construção de uma frente ampla, com a pré-candidata Adélia na liderança do projeto.

“A vontade é que a gente construa uma grande frente na cidade de Ilhéus, obviamente liderada pelo meu desejo da pré-candidata Adélia Pinheiro”, declarou.

O deputado, no entanto, ressaltou que mantém diálogo com outras lideranças e que ainda há tempo para buscar uma composição. Ele citou conversas com Bebeto e afirmou que também entrou em contato com Jabes Ribeiro para manifestar solidariedade após a exoneração de pessoas ligadas ao político na administração municipal, durante sua ausência do país.

Rosemberg classificou Jabes como “um grande quadro político” da região e disse não ver impedimento para ampliar as conversas com ele e com outras lideranças que estiveram na caminhada do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Nós temos ainda um ano para encontrar a unificação dos diversos pleitos de partidos ou individuais”, afirmou.

PT deve discutir nome para Prefeitura de Salvador em 2028

Sobre a disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028, Rosemberg afirmou que o PT deverá debater a escolha de um nome capaz de disputar as eleições na capital baiana. Questionado sobre a possibilidade de o senador Rui Costa (PT) concorrer ao cargo, o deputado disse não perceber movimentação do ex-governador nesse sentido.

“Eu não vejo essa manifestação do senador Rui Costa nessa tarefa. Ele quer fazer o trabalho em Brasília, acho que nós precisamos dele em Brasília, como um grande quadro do nosso partido”, declarou.

Rosemberg acrescentou que o partido deverá construir uma candidatura que tenha condições de disputar o pleito e defendeu uma administração municipal alinhada aos governos estadual e federal.

“A cidade de Salvador precisa de um governo alinhado com o governo do Estado e com o governo federal”, afirmou.

Alba prevê votação de projetos até 16 de dezembro

O líder da base governista também informou que a Assembleia trabalha com a previsão de votar os projetos em tramitação até 16 de dezembro. O calendário foi discutido em reunião do Colégio de Líderes, realizada nesta terça-feira.

De acordo com Rosemberg, o planejamento considera a diplomação dos deputados eleitos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no dia 17 de dezembro.

“Nós discutimos a previsão de votação até o dia 16 de dezembro, uma vez que dia 17 será o dia em que os deputados serão homologados pelo Tribunal Regional Eleitoral. Então, a ideia é que se vote todos os projetos”, explicou.

Entre as matérias que devem entrar na pauta estão as contas do governador e projetos encaminhados pelo Ministério Público. O parlamentar também mencionou a votação de propostas relacionadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Além do calendário, a reunião abordou a necessidade de discutir o funcionamento das Assembleias Legislativas diante das mudanças provocadas pelo ambiente digital. Para Rosemberg, o cenário atual apresenta desafios para a realização de debates presenciais e exige uma reflexão sobre o papel das casas legislativas.

Ponte Salvador-Itaparica

Ao falar sobre a ponte Salvador-Itaparica, Rosemberg afirmou que o debate deve se concentrar no avanço do empreendimento e no cumprimento dos prazos previstos, em vez de permanecer no campo da disputa política.

“Eu acho que a ponte de Salvador e Itaparica hoje já não é mais debate da oposição”, declarou.

O deputado disse que os questionamentos atuais envolvem a disponibilidade dos R$ 3 bilhões anunciados e o cumprimento do cronograma da obra.

“A oposição fica agora perguntando se os R$ 3 bilhões já estão na conta e se o prazo vai ser concluído dentro da projeção que foi feita”, afirmou.

Rosemberg defendeu o avanço das ações para que o equipamento seja entregue à população e contribua para o desenvolvimento de diferentes regiões do estado. Entre as áreas citadas por ele estão o extremo sul, o litoral sul, o baixo sul e o Recôncavo baiano.

Liderança do governo fica para fevereiro

Questionado sobre a escolha do próximo líder do governo na Alba, Rosemberg avaliou que ainda é cedo para discutir o assunto. Na avaliação do deputado, a definição deve ocorrer no início da próxima legislatura.

“Liderança, na minha opinião, é uma discussão de fevereiro, depois do dia 2 de fevereiro”, afirmou.

PT discute apoio à reeleição de Ivana Bastos

Rosemberg também comentou as articulações do PT em torno da reeleição de Ivana Bastos à presidência da Assembleia. Segundo ele, o assunto já foi discutido em reunião convocada pela líder da bancada petista, deputada Neusa Cadore.

O parlamentar afirmou esperar que a definição ocorra de forma tranquila e destacou que a atual presidente conta com manifestações favoráveis de deputados e partidos da Casa.

“Acho que a maioria dos parlamentares e dos partidos já se manifestaram favorável à reeleição da presidenta. Ela tem credibilidade e legitimidade para postular mais um biênio”, declarou.

Rosemberg acrescentou que a formalização do apoio do PT depende de conversas entre a bancada, a direção estadual do partido e a presidência da Alba.

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