Roberta Santana critica gestão da saúde em Feira após declarações de Zé Ronaldo: “não tem hospital municipal”
exidade. As declarações foram dadas após o prefeito questionar o funcionamento da regulação estadual

A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, rebateu as críticas do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (UB), ao sistema estadual de regulação e afirmou que o município não possui hospital municipal para atender pacientes de média e alta complexidade. As declarações foram dadas após o gestor questionar o funcionamento da regulação estadual.
Segundo Roberta, as críticas do prefeito representam uma tentativa de transferir responsabilidades ou desconhecimento sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Que direito tem um prefeito que governa há quase 20 anos um município, o segundo maior do Estado, que não tem um hospital municipal, de falar da fila da regulação? Ou é transferência de responsabilidade ou não conhece o Sistema Único de Saúde”, afirmou.
A secretária disse que Feira de Santana, localizada na região centro-norte do estado, tem comando único na saúde e é responsável pela oferta de serviços de média e alta complexidade, mas alegou que o município não disponibiliza leitos próprios para pacientes encaminhados pela regulação estadual.
“Quantos leitos hoje o município de Feira de Santana oferece para deitar um paciente da regulação? Eu não conheço nenhum. Hoje, quem sustenta a saúde de Feira de Santana é o Governo do Estado”, declarou.
Roberta também criticou a estrutura da rede municipal de saúde e afirmou que a administração estadual já colocou à disposição apoio para a construção de um hospital municipal na cidade.
“O governador colocou à disposição ajuda para construir o hospital municipal, porque nós temos a sabedoria de somar. Se é para destruir, não é uma política saudável”, disse.
A secretária ainda atribuiu as críticas do prefeito a uma mudança de postura política e defendeu o trabalho dos profissionais da Central Estadual de Regulação.
“Quando ofendem a regulação, ofendem os médicos reguladores, mais de 210 profissionais que trabalham 24 horas para encontrar o leito mais rápido. O Estado tem dados concretos, inclusive sobre a redução do tempo de atendimento da regulação em Feira de Santana”, concluiu.



Comentários: