PT vai ao TSE contra site ligado ao PL e pede retirada de conteúdos do ar
Partido acusa plataforma de divulgar desinformação e ataques contra Lula e o processo eleitoral

O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quinta-feira, 6, para solicitar a retirada de conteúdos publicados pelo site Direita Já, plataforma ligada ao PL e ao senador Flávio Bolsonaro.
Na representação apresentada à Corte, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusa a página de promover, de forma organizada, conteúdos que classificou como desinformação e ataques direcionados ao petista, seus aliados e ao próprio processo eleitoral.
Site seria usado para distribuir conteúdos
De acordo com o PT, o Direita Já funcionaria como uma espécie de central para distribuição de materiais entre apoiadores e influenciadores digitais.
A legenda afirma que a plataforma disponibiliza até 50 publicações por semana, sendo a maioria delas com críticas ao presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores.
A representação também aponta a existência do programa Creators, voltado para influenciadores. Para participar, os interessados precisam realizar um cadastro, informar os perfis utilizados nas redes sociais e, segundo o PT, recebem a promessa de alcançar até 50 milhões de visualizações ao compartilhar os conteúdos disponibilizados pela plataforma.
PT cita decisões do TSE
Na ação, o partido também afirma que parte dos materiais produzidos pelo PL entra em conflito com decisões do Tribunal Superior Eleitoral.
O PT cita o Repositório de Enfrentamento à Desinformação, mantido pelo TSE, que reúne conteúdos classificados pela Corte como “fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral”.
Segundo a legenda, alguns dos conteúdos distribuídos pela plataforma estariam enquadrados nesse tipo de classificação.
O que o PT pediu ao TSE?
Além da retirada dos conteúdos apontados como irregulares, o partido solicitou outras medidas ao Tribunal.
Entre os pedidos apresentados estão a suspensão do programa Creators e a abertura de uma investigação para apurar se recursos do Fundo Partidário estariam sendo utilizados para remunerar influenciadores e financiar a produção e divulgação dos materiais.
A ação agora será analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral.



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