PSD ganha força para indicar Edvaldo Brito como suplente de Jaques Wagner; entenda a articulação
Saída de Lídice da disputa fortalece o PSD na corrida pela primeira suplência do senador petista nas eleições de 2026

A decisão da deputada federal Lídice da Mata (PSB) de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados abriu caminho para que o PSD consolide a indicação do ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito como primeiro suplente do senador Jaques Wagner (PT) nas eleições de 2026.
Nos bastidores da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o movimento é tratado como um passo importante para fortalecer o espaço do PSD na chapa majoritária. A legenda, comandada na Bahia pelo senador Otto Alencar, já defendia que a vaga ficasse com um de seus quadros.
Presença em agendas reforçou articulação
Nas últimas semanas, Edvaldo Brito ampliou sua participação em eventos políticos promovidos pelo grupo governista e passou a marcar presença frequente nas plenárias do Programa de Governo Participativo (PGP) e em outras agendas da base aliada.
Outro fator que pesou na articulação foi a atuação do deputado federal Antonio Brito (PSD), filho do ex-prefeito, que trabalhou nos bastidores para viabilizar a indicação.
Além disso, aliados destacam que Edvaldo adotou uma postura de defesa pública de Jaques Wagner durante a operação da Polícia Federal que teve o senador como alvo de mandados de busca e apreensão. Enquanto outras lideranças preferiram evitar manifestações, o ex-prefeito saiu em defesa do petista ao ser questionado sobre o caso.
Expectativa é por anúncio de Wagner
Com a desistência de Lídice da Mata da suplência, interlocutores da base governista avaliam que o caminho ficou praticamente livre para a confirmação de Edvaldo Brito na chapa.
Agora, a expectativa gira em torno do momento em que Jaques Wagner oficializará o nome que ocupará a primeira suplência, decisão que deve ocorrer durante a fase de definição da chapa majoritária.
Vaga é estratégica
A primeira suplência ganhou ainda mais importância nas negociações políticas diante da possibilidade de Jaques Wagner integrar um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso seja convidado para assumir um ministério.
Nesse cenário, o senador poderia se licenciar do mandato, abrindo espaço para que o primeiro suplente assumisse temporariamente a cadeira no Senado, o que tornou a vaga uma das mais disputadas nas articulações da base governista baiana.



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