Lídice explica por que desistiu de ser suplente de Jaques Wagner nas eleições de 2026
Deputada afirma que decisão foi tomada em conjunto com a direção nacional do PSB

A deputada federal e presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata, explicou nesta quarta-feira (15) por que decidiu abrir mão da possibilidade de disputar as eleições de 2026 como primeira suplente do senador Jaques Wagner (PT).
Durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), em Cajazeiras, a parlamentar afirmou que a decisão foi construída junto à direção nacional do partido, que definiu como prioridade fortalecer a chapa proporcional para ampliar a bancada socialista na Câmara dos Deputados.
Segundo Lídice, o convite de Wagner chegou a ser feito, mas a definição dependia de uma avaliação interna da legenda.
“Na verdade, eu recebi o convite do senador Jaques Wagner, mas isso ainda não estava consolidado. Eu conversei com ele e disse que iria ter uma conversa com o partido. A decisão da nacional do partido foi de fortalecer a campanha para eleger três deputados federais na Bahia. É uma necessidade do partido e eu não gostaria que a minha saída pudesse prejudicar esse movimento do partido no estado”, afirmou em entrevista ao portal A Tarde
Reeleição passou a ser prioridade
A declaração confirma a mudança de rumo nas articulações da base governista. Até pouco tempo, a presença de Lídice na chapa de Jaques Wagner era tratada como praticamente certa nos bastidores políticos.
Segundo informações divulgadas pelo portal A Tarde, os bastidores apontavam que a deputada tinha ampla vantagem na disputa pela vaga de suplente, e havia expectativa de que o anúncio fosse feito antes da convenção partidária, marcada para o dia 1º de agosto.
Com a decisão, Lídice seguirá na disputa por um novo mandato na Câmara dos Deputados.
PSD ganha força para indicar suplente
A saída da socialista da disputa abriu espaço para o PSD assumir a primeira suplência de Jaques Wagner.
O nome mais cotado para a vaga é o do ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito. A indicação é vista como uma forma de reconhecer a trajetória política do ex-gestor, que encerrou sua carreira eleitoral em 2024 ao optar por não disputar a reeleição para vereador.
Nos bastidores, aliados afirmam que Edvaldo tem participado com mais frequência das agendas da base governista, inclusive ocupando posições de destaque nas plenárias do Programa de Governo Participativo.
Cenário considera eventual ida de Wagner para ministério
A escolha de Edvaldo também leva em conta um cenário discutido entre integrantes da base aliada.
A avaliação é de que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito e convide Jaques Wagner para integrar novamente a Esplanada dos Ministérios, o senador poderia se licenciar do mandato.
Nessa hipótese, o primeiro suplente assumiria temporariamente a cadeira no Senado durante o período de afastamento.
Segunda suplência também está próxima de definição
Outra definição aguardada pela base governista é a da segunda suplência de Jaques Wagner.
A tendência é que a vaga fique com a vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB). A informação foi divulgada pelo portal A Tarde.
A indicação atende a uma reivindicação antiga do PCdoB por participação na chapa majoritária do grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), tema que vinha sendo defendido publicamente por dirigentes da legenda.



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