Primeira maternidade municipal de Salvador completa um mês com mais de 120 bebês nascidos

Salvador completou o primeiro mês de um marco histórico na saúde pública com o funcionamento da sua primeira maternidade da rede municipal. Em apenas 30 dias de operação, a Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches já ultrapassou a marca de 350 atendimentos realizados e contabiliza mais de 120 bebês trazidos ao mundo, consolidando-se como uma unidade fundamental para a assistência materno-infantil de média e alta complexidade na Bahia.
Neste primeiro ciclo, a estrutura localizada no bairro da Federação realizou acolhimentos obstétricos, internações, regulações, exames e assistência intensiva para mães e recém-nascidos. O perfil dos casos atendidos revela uma unidade preparada para a alta complexidade, incluindo gestações de alto risco e suporte neonatal especializado. A maternidade passou a integrar ativamente a rede do SUS, recebendo pacientes reguladas de diversas regiões, sendo que mais de 60% das regulações gerais vieram de outros municípios do estado.
O alcance regional fica ainda mais evidente nas alas de alta complexidade da unidade. Mais da metade das admissões registradas na UTI Materna envolveu pacientes transferidas do interior do estado; já na UTI Neonatal, o índice de crianças acolhidas que vieram de fora da capital baiana chegou a expressivos 94%.
Entre os mais de 120 partos realizados, o nascimento de maior complexidade acompanhado pela equipe multiprofissional foi uma gestação trigemelar de alto risco. A mãe, Michelle Medeiros, moradora do município de Itamaraju, no Extremo Sul da Bahia, foi transferida para Salvador por meio da regulação do SUS, dando à luz aos trigêmeos Felipe, Lia e Liz em solo soteropolitano.
O pioneirismo do hospital também ficou marcado pelo nascimento de Laura, o primeiro bebê da unidade, que acabou quebrando o protocolo de abertura. A expectativa da equipe técnica era iniciar os atendimentos às 7h da manhã do dia 17 de abril, mas a primeira gestante deu entrada de madrugada, por volta das 2h, e o parto humanizado ocorreu com sucesso às 5h07.
O secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, avaliou o balanço inicial da unidade como a concretização de uma demanda histórica da população soteropolitana. “A história dessa maternidade não pode ser contada apenas pelos números, mas pelas vidas. Em apenas um mês, já vimos mães acolhidas, bebês recebendo cuidados intensivos, famílias realizando o sonho do nascimento com segurança e profissionais construindo histórias de muito cuidado e dedicação. Salvador esperou muitos anos pela sua primeira maternidade municipal e hoje vemos esse equipamento cumprir o propósito para o qual foi pensado: acolher, proteger e salvar vidas”, celebrou o gestor.



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