Prefeitura lança projeto “Mergulho na Inclusão” com piscina assistida para crianças com autismo
Ação da Semop, com apoio institucional, oferece ambiente aquático adaptado para estimular desenvolvimento motor, socialização e bem-estar

A Prefeitura de Salvador lança, nesta quarta-feira (29), o projeto “Mergulho na Inclusão”, voltado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e oferece piscina assistida como forma de estimular o desenvolvimento motor, incentivar a inclusão social e ampliar o acesso a atividades recreativas em ambiente seguro.
O lançamento acontece das 14h às 17h, na sede da Salvamar, localizada no bairro da Boca do Rio. Nesta fase inicial, o projeto atende 250 participantes. A proposta vai além do lazer e busca atuar também como ferramenta terapêutica, contribuindo para o desenvolvimento físico e social das crianças.
O “Mergulho na Inclusão” conta com apoio da Unifacs e do Serviço Social Autônomo (SSA Inclusão), instituição criada por lei municipal com foco no fortalecimento de políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas com deficiência. Entre os objetivos estão a promoção da acessibilidade e a ampliação de oportunidades.
A ação integra esforços entre o poder público e instituições parceiras para garantir um ambiente adaptado, respeitando as necessidades sensoriais e individuais das crianças com TEA. A utilização da água é proposta não apenas como atividade recreativa, mas como instrumento de estímulo, socialização e bem-estar.
A presidente do SSA Inclusão, Paula Pitanga, destaca que o projeto foi desenvolvido a partir da escuta das famílias. “É uma extensão do ‘Mar sem Barreiras’. Percebemos que muitas famílias de crianças com deficiência enfrentam dificuldades para acessar espaços de lazer com segurança e acolhimento. O projeto surge como resposta a essa demanda real”, explica.
Segundo ela, a proposta amplia o conceito de acessibilidade para o ambiente de piscina. “É um projeto simples na proposta, mas extremamente significativo no impacto, ao promover inclusão de forma concreta, respeitosa e efetiva”, conclui.
Para o secretário da Semop, Décio Martins, a iniciativa reflete a atuação integrada entre inclusão, saúde e cuidado. “A piscina assistida para autistas é mais um passo importante para construir uma sociedade mais acessível e acolhedora. O projeto vai além da atividade física: representa inclusão, desenvolvimento e acolhimento para essas pessoas, que precisam de espaços preparados e profissionais capacitados”, afirma.
O gestor também reforça o compromisso da administração municipal com ações voltadas ao bem-estar. “É mais um projeto que oferece estímulos importantes, ao mesmo tempo em que promovemos integração e qualidade de vida para quem mais precisa”.
O coordenador da Salvamar, Kailane Dantas, ressalta a ampliação do papel social da instituição. “Além do serviço ordinário, a Salvamar busca estar cada vez mais inserida no social. Já realizamos ações como o ‘Mar sem Barreiras’, com banho de mar assistido para pessoas com deficiência e idosos, e agora damos mais um passo com a ambientação aquática para crianças e pessoas com TEA”, afirma.
De acordo com ele, a iniciativa terá continuidade. “Será um serviço contínuo. A ideia é que eles aprendam a nadar, se locomover na água e tenham essa vivência no meio líquido, de forma progressiva e assistida”, completa.
A participação da Unifacs ocorre por meio de ações de extensão universitária, conforme explica a enfermeira Djenane Fernandes. “Ajudamos ações inclusivas como componente extensionista de forma voluntária, o que nos permite desenvolver habilidades, aprimorar competências e exercer nossa responsabilidade social enquanto cidadãos e profissionais em formação. A parceria com o SSA Inclusão amplia o alcance das nossas ações junto a pessoas e instituições, possibilitando também a realização de treinamentos e capacitações”, afirma.
Ela acrescenta que estudantes e voluntários atuarão diretamente no suporte às atividades. “Estaremos com voluntários das ligas acadêmicas e dos comitês de voluntariado oferecendo apoio em recreação, logística e cuidados com os participantes, além de realizar demonstrações de primeiros socorros em casos de convulsão, desmaio e engasgo”, finaliza.



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