Prefeitura de Alagoinhas cria comitê técnico e reforça visitas contra o Aedes Aegypti após aumento de casos
Força-tarefa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, integrando diferentes órgãos da administração municipal

A Prefeitura de Alagoinhas intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti nesta quarta-feira (20). Diante do aumento no número de notificações de dengue, zika e chikungunya, o município instituiu um comitê técnico estratégico para traçar e implementar novas frentes de contenção. A primeira medida do grupo foi definir um cronograma emergencial para intensificar as visitas domiciliares dos agentes de combate às endemias nos bairros que apresentam os maiores índices de infestação predial.
A força-tarefa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), integrando diferentes órgãos da administração municipal, e conta com o suporte técnico da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Governo do Estado da Bahia (Divep). O foco principal das equipes é identificar focos ativos, aplicar larvicidas em depósitos de água e conscientizar a população sobre a importância de eliminar recipientes que acumulem água de chuva.
Desafio do acesso aos imóveis e focos residenciais
Estudos consolidados pelo Ministério da Saúde revelam que aproximadamente 75% dos criadouros do mosquito transmissor estão localizados dentro das residências. Por essa razão, a recusa de alguns moradores em permitir a entrada das equipes de fiscalização tem se tornado o principal obstáculo para a eficácia das barreiras sanitárias no município.
“Nosso trabalho é constante. A cada dois ou três meses, retornamos às residências para verificar se novos focos surgiram, orientar os moradores e tratar os depósitos. É um ciclo que não pode ser interrompido, porém, muitas pessoas não estão recebendo os nossos agentes. Quando o morador não abre a porta ou dificulta o acesso, os focos podem se perpetuar e colocar a família dele e a vizinhança em risco. O agente de endemias está ali para proteger, e recebê-lo é um gesto de cuidado com a própria comunidade”, alertou a diretora de Vigilância em Saúde de Alagoinhas, Claudine Ramos.
A Sesau reforça que a eliminação mecânica da água parada continua sendo o método mais eficiente e econômico para quebrar o ciclo de reprodução do inseto. A colaboração dos moradores em vistoriar calhas, quintais e vasos de plantas semanalmente, somada à receptividade aos agentes de endemias, é considerada indispensável para reduzir as estatísticas de contaminação e proteger a saúde coletiva em Alagoinhas.



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