PM é preso por suspeita de integrar esquema de segurança ligado a empresa investigada por elo com o PCC

Polícia
PM é preso por suspeita de integrar esquema de segurança ligado a empresa investigada por elo com o PCC

Um tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo foi preso preventivamente sob suspeita de integrar um esquema de segurança privada ligado a dirigentes da Transwolff, empresa de ônibus investigada por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

José Henrique Martins Flores teria atuado na estrutura administrativa responsável por viabilizar a contratação de policiais militares para fazer a segurança de executivos e instalações da empresa. Segundo o Ministério Público, ele utilizava empresas consideradas de fachada para formalizar os serviços e movimentar os recursos envolvidos no esquema.

Além de Flores, outros três policiais militares já haviam sido presos durante as investigações. Entre eles estão o capitão Alexandre Paulino da Silveira, o sargento reformado Nereu Aparecido Alves e o sargento Alexandre Aleixo Romano. Os agentes são apontados como integrantes do grupo responsável pela segurança do empresário Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora.

A investigação aponta ainda que valores eram distribuídos entre os policiais envolvidos. Em uma das ações, uma mala contendo cerca de R$ 1 milhão em dinheiro foi encontrada na residência do sargento Nereu.

A Transwolff passou a ser investigada após a Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024, que apurou suspeitas de lavagem de dinheiro e vínculos com o crime organizado. Posteriormente, os contratos da empresa com a Prefeitura de São Paulo foram rompidos.

A Corregedoria da Polícia Militar também apura se os agentes tinham conhecimento de possíveis relações dos clientes que protegiam com integrantes do crime organizado. A defesa dos investigados deverá se manifestar no decorrer do processo.

Flores, que estava lotado em Guarulhos, é apontado pelo Ministério Público como responsável por dar suporte empresarial ao esquema. A acusação sustenta que sua posição dentro da corporação poderia facilitar a continuidade das atividades investigadas.

Comentários:

Ao enviar esse comentário você concorda com nossa Política de Privacidade.

Logo Sou da Bahia
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.