Nova tecnologia detecta 232 materiais ilícitos em presídios da Bahia em 2026
O número representa um aumento de mais de 320% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Seap

O equipamento Body Scan, equipamento de inspeção eletrônica, identificou 232 alterações durante revistas em unidades prisionais da Bahia entre janeiro e julho deste ano. O número representa um aumento de mais de 320% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap).
A tecnologia é utilizada para auxiliar na identificação de materiais que não são permitidos nas unidades prisionais. Entre os itens encontrados estão celulares, smartwatches, carregadores e drogas.
Funcionamento da inspeção
O Body Scan realiza a inspeção corporal por meio de baixas doses de raios-X e produz imagens que permitem identificar objetos ou substâncias sem a necessidade de contato físico com a pessoa submetida ao procedimento.
De acordo com a Seap, uma inspeção que pode levar cerca de 30 minutos pelos métodos convencionais é realizada em aproximadamente sete segundos com o equipamento.
A tecnologia também reduziu a necessidade de revista íntima. Cerca de 90% dos visitantes são dispensados desse procedimento após a adoção do equipamento, segundo a secretaria.
Identificação de alterações
As imagens produzidas pelo Body Scan podem apontar alterações que necessitem de uma avaliação mais detalhada, inclusive em situações de suspeita de materiais transportados no interior do corpo.
Quando alguma alteração é identificada, os procedimentos de averiguação previstos pelas autoridades são adotados para verificar a situação.
Segundo a Seap, o uso do equipamento busca ampliar a fiscalização nas unidades prisionais, agilizar as inspeções e reduzir a necessidade de contato físico durante os procedimentos de segurança.



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