“O povo está conhecendo mais Flávio”, diz Rui Costa ao comentar pesquisas eleitorais

Política
“O povo está conhecendo mais Flávio”, diz Rui Costa ao comentar pesquisas eleitorais
Foto: Diego Mascarenhas/Divulgação Assessoria do candidato

O senador eleito Rui Costa (PT) afirmou nesta segunda-feira (19) que o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas eleitorais e a queda de Flávio Bolsonaro (PL) estariam relacionados à maior exposição do candidato do PL ao eleitorado. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Caraípe FM, de Teixeira de Freitas, retransmitida por emissoras do Extremo Sul e da Costa do Descobrimento.

“O Flávio tá despencando, caindo nas pesquisas e o Lula tá subindo. E por que o Flávio tá caindo? Porque o povo tá conhecendo nesses dias mais o Flávio. O povo tá prestando mais atenção. Tá conhecendo e sabendo quem é ele”, declarou Rui.

Ao comentar o cenário eleitoral, o petista associou sua avaliação sobre Flávio às relações políticas e pessoais do senador com pessoas investigadas por vínculos com o crime organizado no Rio de Janeiro. Entre os casos citados, mencionou o do ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) Adriano da Nóbrega, apontado em investigações como integrante do chamado Escritório do Crime, grupo suspeito de envolvimento em homicídios.

Rui lembrou que Flávio Bolsonaro homenageou Adriano e empregou familiares do ex-policial em seu gabinete quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Adriano morreu em 2020, durante uma operação policial na Bahia, quando Rui Costa governava o estado.

“É exatamente aquele grupo político retratado no filme Tropa de Elite”, afirmou o senador eleito, ao estabelecer uma comparação entre o ambiente político que atribui a Flávio e o retratado na produção cinematográfica.

Flávio Bolsonaro não foi condenado por envolvimento com o grupo mencionado na declaração de Rui. As referências às relações do candidato com Adriano da Nóbrega e seus familiares fazem parte do debate político e devem ser distinguidas de eventuais conclusões judiciais sobre responsabilidade criminal.

Rui critica proposta de cortes de gastos

Na mesma entrevista, Rui Costa também questionou a proposta de redução de despesas públicas defendida por Flávio Bolsonaro, que tem utilizado a expressão “tesouraço” para se referir ao plano de cortes. O petista comparou a iniciativa à política econômica do presidente argentino Javier Milei e demonstrou preocupação com possíveis efeitos sobre investimentos públicos, serviços e programas sociais.

Ao tratar das consequências que medidas de contenção de gastos poderiam ter para a Bahia, Rui relembrou dificuldades enfrentadas durante seus oito anos à frente do governo estadual, período que incluiu as gestões dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o senador eleito, o governo baiano precisou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a liberação de recursos de um empréstimo contratado com o Banco do Brasil. Ele também citou a suspensão de repasses federais destinados às obras do metrô de Salvador.

Rui afirmou que os valores pendentes da União só foram liberados após Lula retornar à Presidência, em 2023. O petista utilizou os episódios para sustentar sua crítica à possibilidade de redução de investimentos públicos e defender a manutenção de recursos para obras e políticas sociais.

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