Nova facção nasce dentro de presídio e já provoca conflitos entre detentos

Uma nova facção criminosa começou a se organizar dentro do sistema penitenciário do Rio de Janeiro e já provoca tensão em diferentes unidades prisionais. O grupo seria formado por uma dissidência do Povo de Israel (PVI), após a morte do antigo chefe da organização, Avelino Gonçalves Lima, de 54 anos.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Extra, a nova organização recebeu o nome de Primeiro Comando do Golpe (PCG). A formação do grupo já teria provocado confrontos, ameaças de morte, agressões e até incêndios dentro de unidades prisionais.
A Secretaria estadual de Polícia Penal acionou o setor de inteligência para identificar os detentos envolvidos e adotar medidas de segurança e disciplina. Um servidor informou que pelo menos 60 presos já teriam sido identificados como integrantes da nova facção.
O Povo de Israel é uma organização que surgiu dentro do sistema prisional e reúne detentos considerados “neutros”, que não pertencem a grupos como Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro ou Amigos dos Amigos. Esses presos, em muitos casos, também não são aceitos por outras facções.
A disputa entre os grupos já teria se espalhado por diferentes unidades. No Presídio Lemos de Brito, no Complexo de Gericinó, integrantes que seriam ligados ao Primeiro Comando do Golpe chegaram a atear fogo em uma galeria no dia 23 de julho, em uma tentativa de assumir o controle do espaço.
Relatos colhidos durante uma vistoria do Conselho Penitenciário do Estado do Rio também apontaram agressões relacionadas à disputa. Um detento afirmou ter sofrido fraturas em três costelas durante um confronto entre integrantes das duas organizações.
A preocupação das autoridades é evitar que a nova facção ganhe força dentro do sistema penitenciário e amplie os conflitos entre grupos criminosos.



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