Mutirão em Salvador oferece saúde, documentos e apoio a pessoas em situação de rua
Pop Rua Jud acontece nos dias 22 e 23 de abril, no Comércio, com expectativa de milhares de atendimentos

A cidade de Salvador receberá, nos dias 22 e 23 de abril, a segunda edição do Pop Rua Jud, mutirão voltado à população em situação de vulnerabilidade. A ação é promovida pelo Tribunal de Justiça da Bahia em parceria com a Prefeitura.
O atendimento será realizado das 8h às 17h, no Edifício Trapiche Barnabé, no Comércio, com oferta de serviços como emissão de documentos, atendimentos de saúde, orientação jurídica, apoio psicossocial, alimentação e encaminhamento para emprego.
A iniciativa integra política do Conselho Nacional de Justiça e busca ampliar o acesso a direitos básicos. A expectativa é superar os oito mil atendimentos registrados na edição anterior.
Entre os serviços municipais estão atualização do CadÚnico, orientações sobre programas sociais e suporte a pessoas com direitos violados. Na saúde, serão oferecidos atendimentos médicos, vacinação, consultas odontológicas e testagens rápidas.
O secretário Júnior Magalhães destacou a importância da ação. “Além das diversas frentes que já operamos, como as unidades de acolhimento e o serviço de abordagem, este mutirão é uma oportunidade de concentrar esforços. Trata-se de um trabalho integrado e intensivo, ao longo de dois dias, com ampla programação voltada a essa população. Ficamos felizes com mais um ano de parceria com o Tribunal de Justiça, possibilitando o atendimento a milhares de pessoas”, afirmou.
O juiz Leonardo Custódio reforçou o objetivo de ampliar o alcance. “Toda a estrutura está sendo pensada para superar metas, mas já projetamos os próximos passos. A ideia é manter uma evolução contínua. Nosso lema é não deixar ninguém para trás e garantir que cada pessoa encontre aqui um espaço de acolhimento e dignidade”, disse.
Já a representante do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Viviane Pereira, destacou a importância do acesso à documentação. “Muitas vezes, a pessoa em situação de rua não tem nada. Há também quem tenha pendências judiciais e nem saiba. Por isso, essa ação é fundamental; é o primeiro passo para retomar a cidadania”, ressaltou.



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