Exposição “O Som de 4 Décadas” percorre espaços culturais e educativos de Salvador para resgatar a memória musical da cidade
Iniciativa utiliza fotografia, recursos audiovisuais e acervos de memória para conectar diferentes gerações de estudantes

A exposição itinerante “O Som de 4 Décadas” vem circulando por diferentes espaços culturais e instituições de ensino em Salvador, promovendo um resgate histórico da cena musical soteropolitana dos últimos 40 anos. A mostra, que iniciou seu cronograma de visitação no dia 12 de maio, já cumpriu temporadas no Espaço Cultural Alagados, no Colégio Paulo Américo e na Escola Municipal Ailton Soares.
Utilizando a trajetória da Rádio A TARDE como um dos principais fios condutores da narrativa, a iniciativa utiliza fotografia, recursos audiovisuais e acervos de memória para conectar diferentes gerações de estudantes, educadores e moradores da periferia aos movimentos artísticos e às transformações tecnológicas que moldaram a identidade cultural da capital baiana. Em julho, o projeto passará a ocupar o Espaço Cultural A TARDE, ampliando o acesso para novos públicos.
A estrutura metodológica da exposição foi planejada para oferecer uma imersão interativa e sensorial na história da comunicação e da indústria fonográfica. Durante as etapas de circulação, o radialista Jefferson Beltrão comanda visitas guiadas voltadas a estudantes da rede pública, debatendo o papel do rádio como cronista das transformações urbanas e sua capacidade de adaptação frente ao avanço das mídias digitais.
O circuito expositivo conta com uma linha do tempo iconográfica estruturada a partir do acervo A TARDE Memória, além de um minidocumentário acessível com janela de Libras, que reúne depoimentos de locutores e personalidades da radiodifusão baiana. Na ala sensorial, o público pode manusear suportes físicos de áudio que marcaram época — como discos de vinil, fitas cassete e CDs —, observando a transição dos hábitos de consumo até as plataformas modernas de streaming.
A mostra também exibe peças de valor histórico, incluindo aparelhos de rádio antigos, troféus e premiações que simbolizam momentos marcantes dos festivais e da produção musical local, nacional e internacional. Para estreitar o vínculo com as linguagens contemporâneas, o espaço oferece playlists temáticas digitais divididas por décadas e recursos interativos que simulam a participação dos ouvintes na programação radiofônica em tempo real.
Alinhado às políticas de inclusão social, o projeto arquitetônico da exposição foi adaptado para garantir total acessibilidade física e comunicacional a pessoas com deficiência. A realização é assinada pela produtora SAOKO em parceria com o selo A TARDE Cultural, contando com o patrocínio do Programa de Isenção Fiscal Viva Cultura Salvador, gerido pela Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) e Fundação Gregório de Mattos (FGM).
“Realizar uma exposição que conta a história da música tocada e produzida em Salvador nas últimas quatro décadas é falar de memória. É celebrar a cultura baiana, resgatar a trajetória da cidade e destacar o seu papel na construção da identidade cultural da região. Ao longo dessas décadas, a produção musical impulsionou a cena cultural de Salvador, conectando gerações por meio da música, da informação e do entretenimento”, destacou a produtora da exposição, Ariadiny Araujo, ao avaliar o impacto do projeto como ferramenta de salvaguarda do patrimônio imaterial da Bahia.



Comentários: