Mounjaro reforça nova estratégia no tratamento da artrite psoriásica

Estudo internacional confirma que controle do peso potencializa resposta ao tratamento da artrite psoriásica, abordagem já aplicada pela Clínica IBIS, em Salvador

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Mounjaro reforça nova estratégia no tratamento da artrite psoriásica
Foto: Divulgação

Um estudo internacional recente reacendeu a discussão sobre a necessidade de enxergar a obesidade como parte central do tratamento de doenças autoimunes, especialmente da artrite psoriásica. A pesquisa, chamada TOGETHER-PsA, revelou que pacientes que associam medicamentos biológicos ao controle do peso corporal apresentam melhora clínica mais significativa do que aqueles que tratam apenas a doença inflamatória.

Entre as terapias analisadas, o uso de medicamentos como o Mounjaro, em combinação com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida, mostrou impacto positivo na redução da atividade da doença, da dor e das limitações funcionais.

Na Bahia, essa visão integrada já faz parte da rotina da Clínica IBIS, referência em doenças inflamatórias crônicas e com atuação em Salvador. De acordo com o médico e sócio da instituição, Gleidson Duarte, os resultados do estudo apenas reforçam algo que a prática clínica vem demonstrando há bastante tempo.

“O excesso de peso mantém o organismo em um estado inflamatório permanente. Quando conseguimos reduzir esse fator, o tratamento da artrite psoriásica se torna muito mais eficaz”, explica.

Segundo o especialista, a obesidade não deve ser encarada apenas como uma condição associada, mas como uma doença inflamatória em si. Esse entendimento muda completamente a estratégia terapêutica. “Tratar somente a artrite e ignorar o peso é como enxugar gelo. O cuidado precisa ser completo”, afirma.

A Clínica IBIS trabalha com um modelo multidisciplinar, que reúne reumatologistas, dermatologistas, endocrinologistas, nutricionistas e outros profissionais, de acordo com as necessidades de cada paciente. O objetivo é atuar tanto no controle da inflamação quanto nos fatores que interferem diretamente na evolução da doença.

“Já acompanhamos muitos pacientes que não respondiam bem aos tratamentos convencionais e passaram a evoluir melhor quando incluímos o cuidado com o peso, a alimentação e o metabolismo”, relata Duarte.

Com a popularização de medicamentos injetáveis para emagrecimento, o médico alerta que o uso deve ser sempre orientado por profissionais de saúde. “São ferramentas poderosas, mas não são soluções mágicas. Cada paciente precisa ser avaliado individualmente”, pontua.

Para os especialistas, os avanços científicos consolidam uma mudança de paradigma no tratamento das doenças autoimunes: menos foco isolado na doença e mais atenção ao organismo como um todo. “Quando o paciente entende que cuidar do peso faz parte do controle da inflamação, ele passa a participar ativamente do próprio tratamento. Isso transforma os resultados”, conclui.

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