Ministro da Saúde cita impacto de fake news e alerta para baixa vacinação contra HPV e influenza na Bahia

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Ministro da Saúde cita impacto de fake news e alerta para baixa vacinação contra HPV e influenza na Bahia
Foto: Reprodução/Sou da Bahia

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quinta-feira (7) que a Bahia ainda enfrenta dificuldades na vacinação contra o HPV, com municípios registrando adesão considerada crítica, chegando a apenas 32%. A declaração foi dada durante a assinatura da autorização para o início das obras da primeira maternidade municipal de Lauro de Freitas.

Segundo Padilha, o Ministério da Saúde tem apostado na vacinação nas escolas como estratégia para ampliar a cobertura vacinal. “O Brasil hoje vacina cinco vezes mais do que a média mundial. Chegamos a quase 90% na vacinação do HPV entre meninas e mais de 80% entre meninos. Tudo isso estava abaixo de 70% antes da volta do presidente Lula e a Bahia também está crescendo ano a ano”, afirmou.

Ao Sou da Bahia, o ministro também relacionou a queda na adesão vacinal à disseminação de desinformação durante os últimos anos. “Infelizmente isso tem a ver porque muita gente faz chacota sobre vacina, espalha mentira, fake news. Nós tivemos um presidente da República que falava que quem vacinava virava jacaré. Isso contaminou muita gente”, disse.

Padilha ainda reforçou a segurança dos imunizantes e relatou experiência pessoal para incentivar os pais a vacinarem os filhos. “Sou médico infectologista e pai de uma criança de 11 anos. Vacinei minha filha contra o HPV aos 9 anos e com todas as vacinas do SUS. Não aplicaria se não tivesse total confiança na segurança e na importância das vacinas”, declarou.

Também presente no ato, a secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, demonstrou preocupação com os índices vacinais no estado.

“Hoje a Bahia só vacinou 25% do público da influenza, quando o recomendado pelo Ministério da Saúde é aproximadamente 90%. O resultado disso tem sido o impacto na rede assistencial, com crescimento do número de internamentos, principalmente entre crianças”, alertou.

Roberta destacou que o trabalho de mobilização continua intenso nos 417 municípios baianos e reforçou o apelo para que os grupos prioritários procurem os postos de saúde. “Gestantes, idosos e crianças devem buscar a vacinação para evitar um tensionamento ainda maior na rede de urgência e emergência. É uma questão de cidadania também”, afirmou.

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