Lula diz que Vorcaro “virou banqueiro no governo Bolsonaro e prisioneiro” em sua gestão

Presidente afirmou que Daniel Vorcaro procurou o governo para reclamar de suposta perseguição à instituição

Política
Lula diz que Vorcaro “virou banqueiro no governo Bolsonaro e prisioneiro” em sua gestão
Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (10) que Daniel Vorcaro, então responsável pelo Banco Master, “virou banqueiro no governo Bolsonaro e prisioneiro” durante sua gestão.

O mandatário também comentou um encontro que teve com Vorcaro no Palácio do Planalto antes de o caso envolvendo o banco se tornar público. Segundo o presidente, o empresário o procurou para reclamar de uma suposta perseguição à instituição.

Banco Master

“Daniel Vorcaro veio conversar comigo no Palácio do Planalto. Ele e outro rapaz disseram que estavam perseguindo o banco dele. Eu disse que o Banco Master seria analisado como qualquer banco”, relatou em entrevista ao SBT Brasil..

De acordo com Lula, a reunião durou cerca de meia hora e contou com a presença de outro homem. O presidente afirmou que disse a Vorcaro que o Banco Master seria submetido aos mesmos critérios aplicados às demais instituições financeiras.

O presidente afirmou ainda que não havia interesse do governo em fechar o banco, mas defendeu que a instituição esteja em conformidade com as regras do setor.

“O Banco Master vai ser analisado como qualquer banco. Ninguém tem interesse em fechar banco. Agora, você tem que estar correto, se não estiver correto, nós fechamos”, declarou.

Crise no STF

Durante a entrevista, Lula também falou sobre a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações relacionadas ao caso Banco Master/Dark Horse.

O presidente defendeu que todos os envolvidos sejam investigados, independentemente de cargo ou posição social. “Todo mundo tem que ser investigado”, afirmou.

Lula também disse que o STF não pode se transformar em uma “balbúrdia” e afirmou que cabe ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, “colocar ordem na casa”.

Sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o presidente declarou que ele é de sua “total confiança”. A fala ocorre em meio aos desdobramentos do caso e às decisões de afastamento determinadas pelo ministro André Mendonça.

Reforma do Judiciário

Lula defendeu a discussão de mudanças no Judiciário e afirmou que é necessário estabelecer critérios para o funcionamento da Suprema Corte. “É preciso realizar uma reforma no Judiciário e criar critérios”, afirmou.

Entre as possibilidades mencionadas pelo presidente está o debate sobre o fim do caráter vitalício do cargo de ministro do STF. Lula ressaltou que uma eventual mudança deveria ser discutida com a sociedade. “Eu não sou presidente de mim mesmo, eu sou presidente de mais de 200 milhões de habitantes”, disse.

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