Lídice da Mata rebate João Roma e defende indicadores da educação na Bahia

Lídice ressaltou estados que utilizam instrumentos jurídicos e pedagógicos semelhantes para evitar a evasão escolar

Política
Lídice da Mata rebate João Roma e defende indicadores da educação na Bahia
Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) rebateu nesta sexta-feira (10) as críticas do ex-ministro e candidato ao Senado, João Roma (PL), direcionadas à política educacional do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A parlamentar classificou os questionamentos de Roma sobre o modelo de progressão parcial adotado na rede estadual como “crítica vazia e contraditória”, argumentando que o mesmo mecanismo pedagógico é aplicado em estados administrados por governadores do Partido Liberal (PL) e seus aliados.

Lídice ressaltou que estados como o Rio de Janeiro (onde o aluno pode avançar com pendências em até seis disciplinas), Santa Catarina (sob a gestão de Jorginho Mello, do PL) e São Paulo (governo Tarcísio de Freitas) utilizam instrumentos jurídicos e pedagógicos semelhantes para evitar a evasão escolar. A deputada explicou que a progressão parcial na Bahia permite ao estudante avançar de ano com pendências em até cinco disciplinas, contanto que realize avaliações de recuperação com acompanhamento docente, não se tratando de aprovação automática.

Para defender a manutenção do programa, a parlamentar apresentou a evolução dos índices educacionais baianos coletados entre 2022 e 2025:

  • Abandono escolar: registrou queda expressiva no ensino médio, recuando de 12,9% para 3%.
  • Reprovação: apresentou retração na rede estadual, diminuindo de 16,3% para 4,6%.
  • Correção de fluxo: redução na distorção idade-série e melhora no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A deputada reforçou que a progressão parcial está articulada a uma rede estadual de suporte financeiro e pedagógico, citando iniciativas como os programas Pé-de-Meia, Bolsa Presença, Mais Estudo, o aumento da oferta de matrículas em tempo integral e a expansão do ensino técnico-profissionalizante no estado.

“Sem ter proposta nem ter o que falar, João Roma apresenta uma crítica vazia e bastante contraditória, já que as acusações dele são sobre algo que aliados e correligionários praticam. É uma política de recomposição da aprendizagem, não de promoção indiscriminada”, afirmou Lídice da Mata.

“Roma diz que ACM Neto acabará com a progressão parcial, mas não explica como pretende reduzir a evasão, recuperar a aprendizagem e impedir que milhares de jovens abandonem a escola. O debate precisa ser feito com propostas e dados, não com bordões de campanha”, concluiu a parlamentar.

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