Jerônimo Rodrigues critica novo tarifaço de Trump e repudia atuação da oposição: “O Brasil não vai baixar a cabeça”
Governador diz que presidente brasileiro optou pelas vias diplomáticas

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou o novo tarifaço do presidente do EUA, Donald Trump, que taxou em 25% os produtos brasileiros.
Durante o evento de testes do VLT na capital baiana, neste sábado, 18, o chefe do Executivo estadual manifestou preocupação com os impactos econômicos das tarifas sobre as exportações de produtos como frutas, pescados e minérios, mas garantiu que o governo federal já articula medidas de contenção junto aos setores produtivos.
“O presidente Trump colocou na nossa demanda, empresas norte-americanas pediram para que não sobretaxasse, porque isso vai implicar também a taxação em produtos norte-americanos que são comercializados aqui”, contextualizou o governador, ressaltando o impacto mútuo das medidas.
De acordo com o governador baiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou pela via diplomática e buscou o diálogo direto com o líder norte-americano para evitar prejuízos, embora a resposta de Washington tenha sido rígida.
“O Lula já acenou que não vai ficar dando opinião, vai querer conversar com o presidente. O Lula foi lá e fez o pedido. Ele não respondeu, respondeu dessa forma. Ele continua agredindo a soberania dos países e nós temos força para poder lutar. O Brasil não vai baixar a cabeça”, garantiu Jerônimo.
Críticas à família Bolsonaro e risco de desemprego
O ponto mais contundente da declaração do governador baiano envolveu a atuação de parlamentares da oposição brasileira em solo norte-americano. Jerônimo repudiou as articulações da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-os de incentivar sanções estrangeiras que colocam em risco postos de trabalho no Brasil.
“Agora, o pior de tudo é ver um político brasileiro ir aos Estados Unidos torcer contra o Brasil, pedir para que Trump puna o Brasil. A família do Flávio Bolsonaro e do Bolsonaro está fazendo isso, está pedindo aos Estados Unidos para punir e não é justo isso, são empregos que são postos em risco. Produção nossa, como frutas, pescados, minério, que deixarão de ser exportados por conta da taxação”, disparou o petista.
Para Jerônimo, a tentativa de travar a economia nacional colide com os esforços estaduais e federais de reindustrialização e fomento ao mercado de trabalho. “Isso vai gerar desemprego, a gente está indo num modelo de economia, que é de geração de emprego, estimular com os incentivos das indústrias, trazendo indústria para cá”, defendeu.
Articulação com setores produtivos
Apesar do tencionamento no comércio exterior, o governador demonstrou otimismo e relembrou que o Palácio do Planalto já acionou entidades de classe para estruturar saídas econômicas coordenadas, a exemplo do que foi feito em crises anteriores.
“Então nós acreditamos no Lula, que nós da primeira vez, nós já sentamos com a Federação das Indústrias, da Agricultura, dos trabalhadores, pra gente encontrar saídas. O governo federal acenou para os prejudicados, para os produtores prejudicados. Nós temos continuação, então eu acredito que a gente vai mais uma vez superar isso”, concluiu o chefe do Executivo baiano.



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