Alvo da PF, Jaques Wagner minimiza caso Master: “Estou tranquilo”
Senador ainda tentou vender imóveis um dia antes da operação da PF, segundo jornal

O senador Jaques Wagner (PT), pré-candidato à reeleição, diz estar tranquilo ao ser questionado sobre os impactos da operação contra o Banco Master, que escancarou a sua ligação com ex-sócio da financeira, Augusto Lima.
À imprensa, neste sábado, o petista citou a operação “Cartão Vermelho”, deflagrada pela Polícia Federal, em 2018, quando ele também entrou na mira dos agentes e foi alvo de supostas fraudes de licitação para construção da Arena Fonte Nova, em Salvador.
“Eu estou absolutamente tranquilo. Infelizmente, em 2018, aconteceu a mesma coisa. Uma investigação que não deu em nada”, disse Wagner.
O senador acompanhou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, na operação teste do VLT da capital baiana, no bairro da Calçada.
“Eu não tô falando muito disso, pois, agora, estou falando de campanha”, afirmou, sem querer entrar em detalhes sobre a operação Compliance Zero, deflagrada no mês passado.
Jaques Wagner tentou vender imóvel antes da operação da PF
Neste sábado, 18, o senador Jaques Wagner (PT) estampou os noticiários após a tentativa de vender imóveis, um dia antes da operação da PF, em junho.
A informação foi confirmada pelo jornal O Estado de S.Paulo que mostrou que o parlamentar tentou vender um terreno no valor de R$ 15,8 milhões em Camaçari, RMS, ao Grupo City – que comanda o Esporte Clube Bahia.
Além desse, Wagner também colocou à venda um apartamento no Corredor da Vitória, no valor de R$ 10 milhões. Esse imóvel foi adquirido pelo prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União Brasil), aliado do rival histórico do PT na Bahia, ACM Neto.
Todos os citados não conseguiram adquirir a propriedade devido ao bloqueio dos bens do senador determinados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a suspeita de recebimento de propina do Banco Master.



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