Jerônimo rebate Bruno Reis e diz que repasses na saúde seguem a lei na Bahia
Governador responde críticas sobre atraso em instituições e reforça divisão de responsabilidades no sistema

A troca de declarações entre prefeitura e governo do estado ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (15), mas desta vez com foco na resposta do governador Jerônimo Rodrigues. Durante agenda na Bienal do Livro, ele rebateu críticas feitas pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, sobre supostos atrasos em repasses para instituições de saúde.
Governador nega irregularidades
Ao comentar o tema, Jerônimo afirmou que o Governo da Bahia tem cumprido rigorosamente o que determina a legislação em relação aos repasses.
“Se a gente observar o texto da lei que trata disso, a gente sabe de quem são essas responsabilidades. Nós da Bahia temos feito os repasses legais, assim como o Governo Federal também tem feito”, declarou.
A fala foi uma resposta direta às críticas de Bruno, que mais cedo atribuiu dificuldades enfrentadas por instituições à falta de pagamento por parte do estado.
Responsabilidades no sistema
Sem entrar em confronto direto, o governador adotou um tom mais institucional e reforçou que o funcionamento da saúde pública envolve diferentes níveis de gestão.
Ele destacou que é necessário compreender o papel de cada ente dentro do sistema, indicando que a responsabilidade pelo funcionamento das unidades não recai sobre apenas um lado.
“É importante que a gente possa ver qual é o papel de cada um no sistema de condição”, completou.
Entenda o contexto
Mais cedo, Bruno Reis afirmou, em entrevista, que problemas como atrasos salariais e falta de insumos em instituições de saúde estariam ligados à ausência de repasses estaduais.
A declaração ocorreu ao comentar a atuação do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que irá administrar a nova maternidade municipal de Salvador, prevista para ser inaugurada nesta quinta-feira (16).
Bruno Reis rebate e cobra pagamento de dívidas do estado
Em resposta às declarações do governador Jerônimo Rodrigues, o prefeito Bruno Reis voltou a subir o tom e questionou a regularidade dos repasses estaduais, citando valores que, segundo ele, ainda estariam em aberto.
“Depois que pagar o que deve — vinte milhões no SAMU, seis milhões da Casa da Mulher Brasileira — a gente conversa sobre quem tem razão nos repasses”, afirmou.
Bruno também destacou o peso financeiro assumido pelo município na manutenção da rede de saúde. Segundo ele, para cada recurso recebido do Governo Federal, a prefeitura investe três vezes mais para garantir o funcionamento das unidades, que foram ampliadas nos últimos anos.
Debate segue aberto
As falas mostram versões diferentes sobre a origem dos problemas enfrentados por instituições de saúde na Bahia. Enquanto a prefeitura aponta falhas nos repasses estaduais, o governo sustenta que os pagamentos estão sendo realizados dentro da legalidade.
O tema deve seguir em debate, especialmente diante da ampliação da rede de saúde na capital e das cobranças por melhores condições de trabalho nas unidades.



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